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Monthly Archives: Julho 2014

Invencível armada?

Orientad’a Órion
Naveg’a Invencível Armada
A essa batalha encravada
Nos estreitos da velha Albion

No “Esquadrão de Portugal”
Está o Duque-Comandante
Nessa União, ultrajante
Sem liderança igual!

Em tod’a nau portuguesa
Um comandante espanhol!?
A liderança do “Rei-Sol”
Sobreposta à nossa nobreza…

Há desencanto no mar
Não p’la batalha perdida
Não p’la perda da vida…
Por um país a naufragar!

Que sem motivo de fundo
Que não sej’o do Império
Vê na Mancha, o cemitério
Pr’o seu reino no mundo!

E perdid’as suas praças
D’oriente a ocidente…
Um novo reino independente
Reclama então suas graças!

Outras províncias habsburgas
Se deflagram na revolta!
A Catalunha é nossa “escolta”
Pr’as nossas lutas e purgas!

Um novo rei aclamado
Nessa casa de Bragança
De Portugal, nova esperança
Depois d’el rei “o desejado”!

A Restauração finaliza
Sessenta anos “unidos”
E nessa armada, perdidos
Junt’às águas do Tamisa!…

Mas nova armada avança
A estes tempos d’agora
Que como então, vem de fora
O rosto da liderança…

Um novo Duque no reino
Que nesse Porto atraca
E outra armada, por fraca
É substituída no treino!

E os portugueses já se vão
Dessas galés e navios
Deixando pólvora, pavios…
Prontos pr’a nova explosão?

Há desconfiança na praça
Depois do franco embate!
Que sem vitória, o empate
A derrota não disfarça!

Um contigente espanhol
A liderar esta guerra
Que só num ano, enterra
Tod’o dinheiro no paiol?

Com novas esperanças
Partimos à guerra!
C’a história encerra
Como vãs lembranças!

E não se repetindo
Essa velha estratégia
De ser a “Igreja”
A partilhar o mundo

Temos mais razões
Par’a nossa união
Pois, no comando ainda estão
Os velhos capitães

Que nunca abandonaram
O barco qu’afundava…
E no que flutuava
Ainda comandaram!

Por isso, acredito
Na força unida
De razão investida
Sem medo do mito!

E que navegando
Esta outra armada
Seja então resgatada
N’orgulho de Lepanto!

Quando nessa abordagem
Derrotaram turcos
Árabes, mamelucos…
Num acto de coragem!

E que sirv’a História
Para nos guiar
Noutro desfraldar
Das velas da Glória!

Armada

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Ontem era tarde…

Já estava na hora…
E era bem visto!
Largares tudo isto
Emigrares lá pr’a fora!

Não peço pois, muito!
Alguém que te pague
Que já se faz tarde…
Se fores é gratuito!

Já estamos fartos
Dessas reticências!
Novas exigências
Por clubes baratos?

Só tens qu’emigrar
Pagando o acordado!
Qu’o teu ordenado
Será pago a dobrar!

Se for a triplicar
Pois, tanto melhor!
Que és jogador…
Ainda pr’a melhorar!

Cá vemos-te sombrio
Ausente, taciturno
No teu infortúnio
Jogando em fastio!?

Precisas mudar
Respirar outro clima
Nessa neblina…
É que vinh’a calhar!

Lá pagam à jorna…
No valor mais justo
Do teu grande custo:
Essa tua sorna!

E lá por Espanha
Também não era mau..
Qu’o arroz xau-xau
É uma aposta ganha!

Mas pode ser outra
A tua direcção!
Vai c’a nossa benção…
Deixa cá a nota!

E não faças alarde
Desse teu pensar…
Não há que hesitar
Ontem era tarde!

Jackson

O troco

Gozou tanto…
O nosso menino!
Era pequenino
Um pequeno rabino
Proclamand’o espanto!

D’então se vender
O pequeno Moutinho
Por valor cadinho
Era um arranjinho!!!
Pr’a ele perder!

Valia muito mais!
Mas o velho jarreta
Preferiu a peta!
Vendend’o “perneta”
Por valores irreais!

Como se podia
Então avaliar
Um jogador ímpar!
Pr’a esse lugar
E da Academia!??

S’o sporting vendia
Por valores astronómicos
Todos os seus galácticos!?
Por valores tão módicos
Como sobreviria?

Somas de milhões
Já contabilizadas!
Em contas lacradas!
Não as fantochadas
Destas transacções!?

Mas eis qu’o “perneta”
Se revel´ao mundo!!
O seu futebol oriundo
Desse “sub-mundo”
Do velho jarreta!?

E na transacção
Que se faz em pacote
O grosso do dote
Vai pr’o franganote
C’a reclamação!?

Vendemos p’la cláusula
O nosso “bandido”!
Sabendo-o investido
No valor protegido
Qu’a proposta arrasa!

Revela-se pouco
Sabend’o valor
Desse jogador
Dos dois, o melhor!…
E ao Bruninho, o troco!

O troco
O troco

O campeão voltou!

Excertos de “qualidade”
Ontem no Restelo…
Sem agravo ou apelo
Numa derrota suave

Pois o pequeno sporting
Jogando em contra-ataque
Deu pleno destaque
A uma equipa sem “doping”

Que lhe faltam jogadores
Onde imper’o “trabalho”!
C’as cartas fora do baralho
Não os conseguem melhores?

Autênticos passadores
Esses dois laterais…
Jogadores tão banais
Por esses dois corredores!?

E o que dizer do central
Contratad’ao Ponte Preta?
Pelo preço, não s’ajeita
Outro Garay como tal?

E ind’o guarda-redes
Vão ficar c’o Artur?
É chamar a Prosegur
Pr’a segurar as paredes!

Qu’o castelo vai ruir
Ao preço desse sucesso
Num movimento reverso
Vai o Jesus subir!

Vai ascender aos céus
Cumprind’o contrato à risca!
Na velocidade do Talisca…
Tod’os milagres serão seus!

E é isto que apresentam
Depois desse triplete?
Deitando tanto foguete
Agora é que arrebentam?

Andamos nós a contratar
Jogadores de alto calibre
E ver do benfica, o vislumbre
Nas candeias desse lugar?

Assim não dá pr’a começar
Não há interesse em disputa!
S’estes dois não dão luta
Vamos ter que emigrar!

Agora c’o esta equipa
Vamos competir pr’a Espanha
Que por lá o Porto amanha
Valor na sua conduta!

Qu’este país é pequeno
Pr’a um clube tão regional
Qu’o seu valor meridional
O torna ainda mais pleno!

Pagando essa factura
Por tantos anos a fio!
No seu sucesso, o bafio
Por Lisboa ainda perdura!

Pagamos alto o valor
De renovarmos equipas!
Em virtude de tais conquistas
Num ano jogamos pior!

Não inventamos desculpas
De mau pagador!
Não culpamos o treinador
P’las nossas escolhas múltiplas!

Daí essa diferença
Qu’este ano acentuará!
Na qualidade, lá está…
Depois d’um ano d’ausência!

E quando já escreviam
Sobre outro fim de ciclo!
Eis, qu’o dito por não dito
É escrito p’los que se riam!

Agora já assustados
P’la razia do plantel
Vêm no Porto, o mel…
Qu’os deixa já aguados!

E a quem vaticinou
Um outro ciclo…
C’o Lopetegui, tenho dito:
O Campeão voltou!

O Campeão Voltou!

O Campeão Voltou!

Alemanha

Dizem que perdeu a guerra
Ficando de cócoras exposto
Tod’o um país em desgosto
Em tantas mortes por terra…

Orgulhosos dum passado
Que fraccionário se tinha
O século dezanove adivinha
Da Germânia, “grão-ducado”!

E nas duas coroas rivais
Que disputavam a língua
Como razão contigua
Dos alemães como iguais

Foi a Prússia a percursora
Da unificação desses estados
Contr’os habsburgos esgotados
No imperialismo d’outrora

E nasce a nação alemã
Garbosa dessa mitologia
Qu’a essa Europa trazia
O nacionalismo de clã!

As tribos invasoras
Dessa velha “Roma”
Do passado reclama
Fronteiras duradouras…

Por contradição
Aos desejos dos “francos”
“Os cavaleiros teutónicos”
Investem por sua razão!

Unificados no germânico
Os pequenos estados-tampão
Frutificam-se na nação
Dum novo poder titânico

E em séculos imperiais
Ond’as famílias dos Reis
Se cruzavam pelas leis
Em tantos países rivais…

Acabaram a disputar
As rivalidades antigas
Em novas coligações, Ligas
De entre-ajuda militar!

E no equilibrio imperfeito
De fronteiras movediças
Há impérios de premissas
Que justificam o pleito!

Na morte do pretendente
À coroa da Austria-Hungria
Um sérvio dá mote ao dia
De ser a Europa, continente…

E por lá já se deflagra
A primeira guerra mundial!
Um choque de valor igual
Ao que nesse século se trava!

Duas guerras em trinta anos
Qu’a segunda motivada
Por uma Alemanha estagnada
E humilhada nos planos…

Como qu’a querer provar
Tod’a força dum povo
O país nasce de novo
N’outro século a dealbar

Constrangido nesses actos
Inumanos, impiedosos!
Contra etnias e povos
Nesse racismo e pactos!

Mas qual o povo inocente
Que nunca ousou atentar
Contr’a outro povo, lugar…
E renegar o presente?

Não entend’a acusação
De terem perdido duas guerras
Perdendo gente e terras
Nessa maior alusão!

E nisso se decalcar
Esse gozo de rosto cínico
Para provar o declínio
De tod’o um povo e lugar?

Há que vislumbrar a história
Como prova de ensinamento
E dar o justo reconhecimento
De tod’o um povo em memória!

E não se servir da mesma
Pr’a escamotear os pecados
Dos nossos actos jogados
Como explicação tão pequena….

E nisso saber reconhecer
O mérito a quem o tem!
A Alemanha também…
Que tanto fez por merecer!

Parabéns, Mannschaft!

Merecido!
Merecido!

Mega-Operação

É uma mega-operação!
Diz a voz do pasquim
Foi-se o Fariña, por fim…
Mas o Oblak ainda não!

Só está desaparecido
O Esloveno-voador
Como no ano anterior…
Mas será devolvido!

Pois falta assinar
A claúsula de rescisão!
C’o dinheiro na mão…
Vinte milhões pr’a contar!?

É um mega-negócio
Com’o dos fundos do Lim!
O Gomes e o Rodrigo, sim?
Vendidos por quanto, sócio?

Ah, e jogam o resto da época
E apresentam-se no Seixal?
Nada de sobrenatural
Nesta transacção profética!

Pois já s’adivinhava a venda
Desse astro argentino
Um central de traço fino
Por dois milhões de renda?

E outros há nesse espólio
Como mega-operação!
Vem do Brasil, a renovação
Pr’o desmantelamento óbvio…

E quem já profetizava
Um outro fim de ciclo
Num campeonato perdido…
O que vê no fim da estrada?

Uma mega-operação!
Num desastre mais que óbvio
Pr’a quem só destila ódio
E vence sem proporção!

Pois essa conquista d’outrora
Feita a preço bem alto
Tem hoje, um sobressalto
Cobrado com juros de mora!

É qu’a banca bem precisa
Como de pão par’a boca
Qu’os empréstimos que lhes toca
Sejam de liquidação concisa!

Há pois pressa de vender
Essa equipa do passado
Num passivo já dobrado….
Que só teima em crescer!

E nem a Instituição
Maior qu’o seu país
Pode viver, ao que se diz
Sem esta mega-operação!

Outros valores se levantam
Na pátria do mal-parado!
Pois s’há um banco entalado
Outros males não nos espantam!

E é nestas alturas
Que se vê quem é solvente!
Não basta ser-se eloquente
Para pagar as facturas!

É pois hora de cobrar
Qu’o sistema não aguenta!
Seja por oito ou oitenta
É só pegar ou largar!…

a-bola_04072014

O sargentão

No posto de comando
O sargento vocifera!
Querem guerra?
Eu é que mando!!!

E só convoca
Pr’o seu regimento
Quem está dentro
Da sua tropa!

E com estatuto
Redobrado!
Medalhado!!!
E com culto

O sargento
Sob’a pulso
No concurso
A 100 por cento!

Pois contesta
Tod’o norte!
Qu’ele é forte!!!
Um “Malatesta”!

Qu’ascendência
De Palermo!
Não de São Remo…
Dá-lhe sapiência!

E enfrentando
O “Estado Papal”!
É natural
O seu comando!

E está benzido
Nesse sufrágio…
E por Caravaggio
É promovido!

A sargentão
Sem ir ao Papa!
(Que dá malapata
À sua selecção!)

E neste acto
Torna-se general!
O que na capital
É um campeonato!!!!

E elevad’a “Deus”
Nesse mesmo dia
Por riscar o Baía
Do plano dos “seus”…

É um soberano
Sobre Portus Cale
E até o Bruno Vale…
Se rende ao seu plano!

E nesse agregar
De muitas vontades
Muitas “Portugalidades”
Se vêem no ar!

São as bandeirinhas
De verde e vermelho!
De Portugal o espelho
Em tantas janelinhas!

E avança sem medo
O nosso “sargentão”
Quer-se campeão
Só pelo seu dedo…

E na primeira derrota
Dá um volte-face!
É do Porto, a classe
Qu’a equipa denota!

E lá segue avante
Até à final!
Qu’em Portugal
É êxito bastante!

Perder par’a Grécia
Vale-lhe nova promoção!
Do Chelsea ao Uzbequistão!?
Sempr’a mesma modéstia…

Nesses resultados
Que nessa soberba
É uma riqueza
Dobrad’a finados!

E por isso volta
Ao país, Brasil!
Rico, mas senil
Que de pront’o se nota…

Baixa um histórico
Mas é promovido!!!
Marechal, sentidoooo!!!!
Do Brasil eufórico!

E já se quer o hexa
Na final em casa!
Já se vê a taça….
Qu’o “sargento” reza!

Tem tudo pr’a dar
Este mundial!
Outro carnaval
Um outro sambar…

Qu’os alemães
Trouxeram do norte
Longe com’a sorte
Dos filhos das mães!

E o kharma chegou
Tardio, mas a tempo
Mostrand’ao sargento
Que “Tud’o vento levou”!

E nesse vendaval
Pôs-se a descoberto
Um futebol deserto
No país real!

Que azar dos diabos
Ter um “sargentão”
Hepta-Campeão
De tod’os resultados!!

É um feito da história
Talhado à medida!
Nada nesta vida
Lhe foge à memória…

Scolari e o "minino"
Scolari e o “minino”