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O ânus

Orifício entr’as nádegas
A qu’o esfíncter dá aperto
Dele sai ar ou excremento
Em tais torrentes prosaicas…

É o exemplo mais escorreito
Pr’a tais níveis de lucidez…
Vendo-o largar mais uma vez
Tais palavras com’um peido!

A sua boca é um ânus
Uma inversão fisiológica
Só sai vento, só sai bosta
Em discursos como fezes!

E está-se sempr’abrir!
Larga gases verborrágicos
Cujos cheiros por bombásticos
Nos anestesiam só de rir!

Eu percebo a inspiração
Pr’a tais níveis poluentes
P’la classe de dirigentes
Que são heróis da nação!

E por cada bosta largada
Vêem nisso humor fino!?
Como s’a fralda do menino
Não estivesse bem cagada!?

A um “nobre” tudo assenta
Numa fineza de estilo!
Na retrete ou no bacio…
Todo ele é eloquência!

E neste ruido de fundo
Que se confunde com gáudio!
Tod’um WC como estádio
E um cheiro nauseabundo?

Só pode ser dos azulejos
Que por gosto do Taveira…
O ânus: prémio de carreira!
Seja inspiração pr’os despejos!

E daí o simbolismo
Qu’é necessário um limpeza
De tod’a aquela redondeza
A que não basta um autoclismo!

(ânus) de Carvalho
Uma finura
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