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Monthly Archives: Junho 2014

México Lindo!

México lindo, México Lindo!
País de vastas culturas
Imemoriais esculturas
Na máscara do amerindio

Viu-se forjado à vez
Nessa cultura europeia
Na espanhola epopeia
P’las espadas do Cortez

E talvez pelo sangue
Que derramava das pirâmides
Pelos feiticeiros-brâmanes
Nessa busca do qu’é grande

Tal inspirou a conquista
Na busca do El dorado!
Esse metal adorado
Por burguês ou comunista!

E lavrado o terreno
Na busca do qu’é “sagrado ”
Foi o México sangrado
Por essa força do “demo”!

E nisto a América central
Consolidou esse carisma
Nessa força assassina
Como religião central…

E consolidad’o território
Em revoltas e revoluções
No império das nações
Foi o México promontório!

E sucend’aos espanhóis
Nessa revolução
Vem de França, a invasão
Sobr’os anteriores heróis!

E escolhido Maximiliano
Como Imperador-fantoche!
O Habsburgo não foge..
É fuzilado com’o tirano!

Na história de violência
Do belo país da prata
O Grito: Viva Zapata!
É a sua independência!

A qu’os cartéis desta era
Forjam com’o força brutal
Na distribuição desigual
Dessa riqueza da terra!

E em tudo isto o retrato
Dum país em nascença
No rosto da violência
Como artefacto?

A qu’esse México
Que conheci
Nele me vi
Uno e completo!

E nisto é belo
E singular!
O país-jaguar
Sem paralelo!

Daí o desgosto
D’o ver saído…
Por ser tão “querido”
No sol oposto!

Que nessa pertença
Que nele senti
Ontem eu perdi!!!
P’lo Proença!

Simulação...
Simulação…
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O bufo

…E já há um culpado!
É o bufo da Liga!
O Correio já investiga
O porquê do resultado!

E diz-nos o pasquim
Qu’o homem do Presidente
No meio de tanta gente
Agiu para outro fim!

Que não fosse vencer
Por isso boicotou!
Na escolha que votou
Que levou tud’a perder!

A sede de Campinas
Foi escolha de Pinto da Costa!
Por pessoa interposta…
A troco de meninas!

Daí a derrocada
Da nossa Selecção!
Qu’aquilo teve mão…
Senão dava goleada!

O Porto interferiu
Na escolha do local
Da Selecção Nacional!
E foi o que se viu…

Se até a temperatura
Dos locais do jogo
Se comparavam ao fogo
A Campinas, nesta altura?

E de quem é a culpa
Senão do Pinto da Costa
S’a Selecção se tosta
Na brasa da disputa?

E saindo chamuscados
Com gente dos trópicos:
Alemães e germanófilos!?
Saímos prejudicados!

E posto a circular
Esse boato infundado
Que depois d’eliminado
O Paulo ia bandonar…

A culpa é do Craveiro
O homem infiltrado!
Que este resultado
Em nada costumeiro

Obriga a renovar
Com’o fizeram ao Queirós
E ao Oliveira, após
Outro mundial ímpar!

Mas agora é diferente
Pois não houve culpa
Foi azar em catadupa
Num golo à tangente!

E se não foss’o Varela
Outro infiltrado!
Ao Porto conotado…
O Mundial ia de vela!

Com’o pior de sempre
E c’o melhor do mundo!
Por culpa do submundo
Na máscara do dirigente!

Que tend’as costas largas
E mais largos tentáculos
Obrigou a jogos fracos
Dessas vedetas amadas!

Sim, só há um culpado!
E não é o Paulo Bento!
Qu’esse está isento
De tod’o resultado!

Que culpa pode ter
O nosso seleccionador
Se um sabotador
Não o deixou escolher?

Os jogadores de mão
O seu núcleo duro!
D’aspecto bem maduro…
Quase a cair ao chão?

Qu’ele queria estagiar
Na quinta do Mendes!
Com todos esses “pertences”
Que ia convocar!…

E não tendo condições
Para se qualificar!
Em segundo lugar…
Em quatro selecções?…

Só pode haver boicote
Neste mau resultado!
E só há um culpado:
Um clube lá pr’o norte!

Que tendo apenas um
Jogador de selecção!
Aí viu maior razão
Pr’a lá não ter algum!

Esquecendo-se quiçá
Que lá restavam outros
Um clube de tais louros
Tanto se lhe dá

Que ganhe Portugal
Ou que ganh’a Colômbia
Que por lá a “sombra”
Não cheg’a capital!

Ou que vença o México
A selecção do Herrera
E que bom que era
Um campeão “patético”!?

Por isso faz sentido
A teoria da conspiração
O Manha tem razão!
O bufo fez-se ouvido…

Conspiração

 

Sorteio

Sorteio
DEZ 21, 12
Publicado por Joker

Fiquei ontem muito confuso, naquele sorteio europeu
Estava o Porto como intruso, e o benfica em apogeu
No sorteio dos campeões, e no outro da liga europa
Um mundo de exclamações, p’la equipa da batota!
Era o benfica do jasus, que ia jogar com a Bayer
Não a equipa andaluz, que estava no pote maior!

Mas que raio, o Málaga não era a equipa pequena?
Que fazia naquela amálgama, aquilo não era a arena!
Não era um sorteio de touros, nem sequer de toureiros!
Uma equipa de mouros, naquele pote dos primeiros?
Então e a Bayer que é, a vendedora de aspirinas!?
Vai jogar com o mais maior, a equipa da rapina!

Que tem na águia, a sua maior vitória recente
Tirando aquela paga, qu’o jasus recebe, jacente
De quatro milhões ao ano, para integrar a europa
Ser campeão pelo cano, e da taça da galhofa!

Mas o destaque é seu: vai jogar na liga europa!
O jornais no quinto céu: o benfica de vento em popa!
O Porto nos campeões, como mero sofisma
Casta d’aldrabões, só ganham sem carisma!

O benfica é que é, uma alegria e sem o FMI
Se na taça da Liga até é, o destaque da TVI!
O Porto campeão, não interessa!
O garrafão está na mesa!…

 
sorteio

O mundo a seus pés

O mundo a seus pés
DEZ 15, 13
Publicado por Joker

Vinte cinco anos depois, revivendo a efeméride
Comemorando dois golos, marcados sobre a neve
Que nos legaram o mundo, a taça intercontinental
Hasteada como um trunfo, pra um clube “regional”!

Depois da Europa, conquistada sobre os Bávaros
Encetada nova prova, em jornada a dois disparos
Nem na refrega de Tóquio, dobrado aquele Peñarol
Colocaram o Porto no pódio, no seu império do sol!

Campeões da Europa, do mundo, insuficiente cartel
Pra um país de vento em popa, de êxitos em tropel
Tidos nos anos sessenta, no tempo da bola quadrada
Num “gloriosa” tormenta, que toma tod’o país pela sala

De visitas do campeão, que por regional, exulta
Por ganhar no bastião, do clube nacional qu’ilustra
Seis milhões de adeptos, mais uma águia careca
Os restantes, insurrectos, e a minoria da charneca

Por isso, os “maiores do mundo”, é um título capital
E nem as provas de fundo, dão estatuto ao “regional”
Foi apenas a taça Toyota, comprada com’um enfeite
O Porto só faz batota, só ganha com café com leite!

E não se fazendo rogados, o argelino e o matador
Tocaram o sino a finados, no Portugal perdedor
Escrevendo a história a branco, em pinceladas na neve
Deixaram o país em pranto, e a “instituição” em greve!

madjer

Carta do Orelhas ao Pai Natal

Carta do Orelhas ao Pai Natal
DEZ 23, 12
Publicado por Joker

Pai Natal, este ano escrevo-te em verso
Não é por mal, é para ser controverso!
Não sou eu que escrevo, é o assessor!
pois, como sabes, sou um transmissor!

Da vontade dos mais de seis milhões
Maior marca de Portugal: os lampiões!
E por isso temos o sagrado direito
De vencer três campeonatos a eito!

Isso te peço, mais a liga dos Campeões
Julgo que mereço, a escrever à Camões
Não eu, mas o assessor, o papagaio
Que escreve com’um doutor, o lacaio!

Sim, porque somos o mais maior do mundo
Saímos no guiness, em página de fundo
Temos na águia careca, um símbolo vivo
Um treinador que soletra, com’um fugitivo!

Pagamos a rodos, apesar do grande passivo
Não somos de modos, neste clube altivo
Pagamos quatro milhões, ao nosso chiclete
Para sermos campeões, sobr’os d’Alcochete!

E aqueles do Porto, que jogam com três?
Isto não é desporto, é uma insensatez!
Só ganham com fruta, com café com leite
Não é boa conduta, neste tempo d’enfeite

Por isso, Pai Natal, manda vir da Lapónia
Mais um vendaval, de túneis de cerimónia
Do novo tricampeonato, laureado p’lo Costa
O santo novato, não o da pronta resposta!

Qu’eu chamo Isabel, por referência à Santa
Literatura de cordel, que leio de garganta
Beatificado sou eu, que jejuei na Boa-Hora
Indiciado como Ateu, mas liberto sem demora

Só tinha assaltado, o armazém à mão armada
Com fraco resultado, arrombando a portada
Aldrabão era o outro, um criminoso infame
Eu sou mais aqueloutro, o artista do arame!

Como me porto tão bem, mereço muita Paixão
Um Augusto também, como título pra ladrão
Um Baptista muito santo, pra solene baptismo
Do Rodrigo, um encanto, pecador sem castigo!

Por isso, São Nicolau, envie-nos santinhos
Qu’eu não sou mau, sou menino de miminhos
Que costumo fazer, no aeroporto da Portela
A quem me contradizer, por minha clientela

Ah, que nos envie mais cartões vermelhos
Pr´ós outros, canastrões, dos grupelhos
Jogam com menos dois, contra o glorioso
E dizem aos despois, que até deu gozo!

E mais pénaltis pra vendermos o Cagoso
Vinte milhões de Maravedis, maravilhoso!
Um perneta de Deus, curado pelo Jasus
Qu’Abençoa os seus, pendurando-os na cruz!

E deixo mais um pedido, neste Santo Natal
Um apelo sentido, pró escriba deste anal
Uma águia de ouro, por este declamatório
Não em forma de corno, mas de supositório!

pai-natal

 

O Bom Rebelde

O Bom Rebelde
JUN 15, 13
Publicado por Joker

Um bairro de Ermesinde
Vê nascer o Rebelde
Jogando à bola, ao berlinde
Torna o seu bairro célebre

Nesse mundo problemático
O futebol é a solução
Para outro fim emblemático
Nessas cores do seu Dragão

Um pé esquerdo de sonho
Qu’o carisma não preenche
Obrig’ao precoce abandono
Outro clube que o tente

E roda nessas montanhas
De cor verde trajado
Na Covilhã, as façanhas
Lev’ao clube indicado

Em Paços por lá cresceu
Com’o jogador, como homem
No amarelo, amadureceu
Negando cores, qu’o consomem

Só uma cor o tentava
Nessa exaltação clubista
O azul que tanta amava
Com’uma escolha benquista

Não o clube encarnado
Desse bairro de Benfica
Ou o outro clube vincado
Ao ódio qu’o classifica

Pois um Portista, não gosta
De quem o tenta ultrajar
Nessa paixão, não s’encosta
Luta e continua a lutar!

Podem cortar relações
Podem comprar os pasquins
Podem ameaçar com sanções
Para atingir outros fins!

Qu’um portista não renega
À sua génese de cor
E o vermelho não enverga
Como seu traje d’amor!

Por isso, desde Ermesinde
O bom filho à casa volta
Não vem já jogar ao berlinde
Vem proclamar a “revolta”!

E bem podem escrever
O Josué é craque a olho
E vai continuar a resolver
Com o seu traje de sonho!

E um pé esquerdo voltará
A comandar o meio-campo
Com um semblante que dá
Garantia com selo d’encanto!

Novo comandante nascerá
Depois da morte de Moisés
À terra prometida, chegará
Na liderança dos seus pés!…

josuc3a9

Política desportiva

Política desportiva
AGO 21, 13
Publicado por Joker

O Correio já vendeu
O plantel mais valioso
70 milhões, do seu…
Nem o Cardoso!?

O Malgarejo voltou!?
Esse defesa em cunha
E o Luisinho que trocou
O benfica pel’o Corunha!?

O Sálvio que vai pr’o Zenith
Por 40 milhões d’Euros!?
O Matic, que pr’a Elite
Só lhe falt’os bons agouros!

O que vale é o Cortez!
E o Sílvio à direita?
Uma defesa só com três
Qu’os dois juntos, só enfeita!

E s’o Garay está vendido
Por outros 40 milhões
Só rest’o o coxo empedernido
Que só jog’aos encontrões!

E o que dizer das entradas?
Com cem jogadores no elenco?
C’o Funes Mori, nas arrancadas
O Cardoso é um falso lento!

Que de “desejado” no River
Tantos sonharam este desfecho
Fizeram uma festa incrível
Quando embarcad’o apetrecho!

Agora vem um da Grécia
Pr’a onde venderam o Roberto
Pra evidenciar a inépcia
De ter o Matic, por perto…

E emprestad’os Pizzi
Juntamente c’os Fariña
Ainda se pensa na crise
Neste valor que s’adivinha?

É uma política grandiosa
De quem vive bem abastado
A conta é milagrosa!…
c’o dinheiro emprestado!?

Já qu’as vendas não surgem
A não ser as do Correio
Nem os fundos que se fundem
Mostram valores de permeio!?

E o orçamento sustem-se
C’o dinheiro das garantias
Nist’o Orelhas convém-se
Sem ele, que outras vias?…

Correm d’encontro ao passivo
Gigantesco, megalómano!
E se mais compram, no risco
Nota-se obra de pirómano!

Pois sem ele, não há futuro
Tem o clube controlado
Nos Estatutos, ou ao murro
O Orelhas é um primado!

Não há alternativ’ao dinheiro
Qu’o risco jogou na TV
Se mais não vier, é certeiro
Este projecto que se vê!

Por isso o dinheiro é inefável
Meras somas contabilísticas
No benfica é bem durável, e
Sobram as notas artísticas!

Já que não existem títulos
Sobra-nos o bom futebol, e
Multiplicam-se os ídolos
Neste clube do tintol!

politica