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Lope!

Quisera um Lope de Vega
Pr’a me sentir inspirado
No seu valor declamado
Nesta cantiga de “Bodega”

E nos acordes d’Espanha
Há um nome que me segue
Não é Lope, é Lopetegui!
O Poeta que s’estranha…

É qu’a língua soa rara
Num acento quase basco!?
É esta cantiga um fiasco
Ou uma ode se prepara?

Não é poeta conhecido
Como Vega ou Cervantes
Não tem versos gigantes
Ou de métrica é sabido!

Consta qu’o seu sucesso
Assenta em pequenas estrofes
Que resultam em grandes odes
O qu’em Espanha soa a texto!

E em dois versos menores
Conseguiu essa grã feito
Mundialmente aceite
Pr’os poetas amadores!

Ser o poeta europeu
De maiores credenciais
Em duas pequenas finais
As quais apenas…venceu!

Daí não se s’entender
Esta aposta de risco!
Por um poeta arisco
Que levou a vida a…defender!?

E depois da época horrenda
Numa poesia atroz
A q’ueste poeta deu voz
Vêm-nos d’Espanha a prebenda?

De lá nem bom vento
Quanto mais a poesia?
Não era Camões qu’escrevia
Mudam-se as vontades, muda-se o tempo?

Por isso que poética
A qu’o futuro nos trará?
Ventos d’Espanha, pr’a já
Numa cantiga profética?

Julen Lopetegui

Julen Lopetegui

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