Início » 2014 » Março

Monthly Archives: Março 2014

Basta?

Se queres um árbitro
D’emblema na lapela
Mas c’o rosto simpático…
Então, cham’o Capela!

Se queres um pénalti
No último minuto!
Num movimento apático
Perant’o empate abúlico

Chama o Paixão!
“O Campomaiorense”!
Uma vitória na mão
Nem que sej’à tangente!

Mas se queres adornar
Essa vitória tensa…
Chama para apitar
O querido do Proença!

Aí está segura…
Nem que seja pelos dentes
Uma vitória madura
Em renovadas frentes!

Mas se um árbitro querias
Pr’a mostrar equidistância
Tiveste no Soares Dias
A prova dessa militância!

E dois pénaltis na luz
Que não viu por cegueira
À classificação conduz
O árbitro na “jarreteira”?

Não, isso é só c’o benfica
Qu’escolhe como convém
Quem vai e quem fica
E quem arbitra quem!

Por isso o cheiro é agradável
Cheir’a Lisboa em pleno!
O Conselho está imutável
E o povo é sereno!

E aquele outro do Estoril
C’o pénaltis fora-da-área
Será qu’apita por ardil
Ou é tão só por tara?

E depois da invenção
Do jogo d’Alvalade
Eis de pleno a remissão:
O Proença é que sabe!

E até há pénaltis
Fora do campo!
Que na dúvida bates
Mesmo ali ao canto!

E está tudo bem
No reino de Lisboa!
A arbitragem é boa
E o Capela também!

É qu’ao anular
Aquele golo no alto!
Por causa do salto!?
E nisto apitar…

Vai lembrar ao Cédric
Que pode placar
Quando o vir saltar
Mais alto qu’um metro!

São assim as regras
Do nosso futebol!
Aos Capelas, o rol
Destas cega-regas!

E assim já está bem
Que vencendo, basta!
O apito a quem
Só pertence à casta!

Por isso o burgo
Acorda contente!
O Porto a quente
Nada diz, está mudo!

E que se avance
A inventar o jogo
Para quand’o fogo
Que no Dragão se lance?

Vamos continuar
A levar por tabela?
Com tod’a Capela
Assim a apitar?

Este não é o Porto
A que m’habituei!
Que nisso bem sei
Fosse vivo ou morto

Não se renderia!
Vendendo car’a derrota
Mesmo contr’a batota
Que lá foi um dia!

E por isso Invicta
Mais do qu’invencível!
É ter do impossível
A sua própria desdita!

E nisso avançar
Contr’os nossos receios
Que p’los nossos meios
Só poder ganhar!

Porqu’o nosso símbolo
Num Dragão s’adorna
E na cidade se forma
Na têmpora dum golo!

E que nesse remate
Que nem o Capela afasta
Tod’o adorno e arte
Num só golo se BASTA!

We'll be back in a while...
We’ll be back in a while…

Anúncios

OPA!

Foram setenta mil acções
Vendidas no mercado!
As do Vieira & Berardo
Dessa SAD de milhões!

E nessa subida a pique
A CMVM questiona
Como d’inicio, a soma
De tanta chinesice!?

Vendas precisas
Com jeito!
Sem um defeito
Nas suas siglas!

Voam as cotações!
Sem sustentáculo…
Só um buraco (em)
Milhões d’acções!

Tem três por cento
Do capital!
E o activo é tal
Qu’isto é um aumento!

Pois bem vendendo
Reforça!
Isto sem troça…
O capital tremendo!

E um presidente
Vendendo, controla!
Sem outra esmola
O capital ausente!

Estão confusos?
É que na instituição
Cada acção
Vale um Multi-usos!

Qu’o dig’o “chinês”
Dessa OPA “hostil”
Por uma acção, outras mil!
Compradas com timidez…

Ou c’as obras do Comendador
Em peças d’arte moderna
Por cada acção, uma perna
Por mil acções, um penhor!

Mas o controle é absoluto
E o clube é dos sócios!
Só as acções são negócios…
O resto é tudo usufruto!

E se vendeu c’o lucro
Foi apenas por acaso!
E a liquidez é um chavo
Nesse processo conduto!

Foi um acto democrático
Cedend’o ouro aos accionistas!
E que contentes benfiquistas
P’lo capital emblemático!

E uma duplicação de valores
Dá sempre jeito
Mesmo ao sujeito
Rico em favores!…

Uma preciosidade!
Uma preciosidade!

Novela Mexicana

Estaba Brunito llorando
Que le robaban la casa
Cuando de nuevo se pasa
Tod’un episodio lucrando!

Es un actor d’excelencia!
Un mexicano de cepa
Un D. Juan de tanta letra
Merece tener esta audiencia!

Et llora a rodos los suyos
Puntos que se han perdido!
Y nisto esta convencido
Foram los árbitros, los judios!

Y intenta, pues, procesarlos
Mantendo una campaña acesa
Com’un Torquemada ya pensa:
Hay, pues, que recuperarlos!

Y cria um movimiento Basta!
Para intimidar los del silbado
Que nesse juego robado
Nada pasó y todo pasa!

Y Brunito volv’a filmar
Outra encena de la novela
En otra TV y otra tela
Dice qu’esta pr’a se quedar!

Y en tantas cenas grabadas
Brunito ya es un galán!
Cuando sea grande, un Tarzan
Para las cenas apimentadas!

Porque filmar con un mono
No debe ser fácil en las novelas
Como resistir a las sequelas
Y mantenerse un leo en el trono?

Y un actor tan versátil
Que tiene formación académica
Graba toda la prueba cénica
Con una facilidad volátil!

Por eso es impresionante
Un registo tan frecuente
Que solo un actor-presidente
Pode somar com’un Dante!

Y su queda es tanta
Que tanto le da pr’a tragédia
Como otrora pr’a comédia
Que su registro como encanta!?

Y sus ultimas encenas
Son un obra artistica!
La culpa es del benfica
Que tenga el 2º apenas!

Y el Oporto en 30 años
Solo ganó con fruta!
Al sporting la buena conduta
Solo provoco daños!

Y se Pereira Cristóvão
Corrompió los juízes!
Ellos fueron infelices (porque)
No hube consumacíon!

Por eso como Visconde
Tengo derechos adquiridos
Y en todos estos años volvidos
Ya merezco ser un Conde!

Por eso la Liga
Esta desvirtuada!
Y si no ganamos nada
Es porque hubo intriga!

Mas para el año que viene
El sporting ya va contar!
Asi mismo sin gastar!!!
(Porque nada tiene…)

Fin

Ser o no ser, es la cuestíon!?
Ser o no ser, es la cuestíon del melocotón!

Ramadão

Vinham confiantes, soberbos
No valor do seu plantel
Toda uma esquadra “infiel”
Em gritarias e berros!

Que tinham muito poder
Na sua gestão das guerras
Várias frentes, várias terras
Pr’a conquistar com saber!

E chegados nesse encanto
Em Portucale acamparam!
Por isso a Allah rezaram
Nesse sagrado manto!

Queriam um Marco, um sinal
Uma orientação divina
Uma arbitragem cristalina
Qu’os deixasse na final!

E Allah compreensivo
Por essa horda suplicante
Bem enviou um aspirante
A ir a Meca ou ao castigo!

Pois sentind’as vagas cristãs
Que desenfreadas volviam
Que nisto já se benziam!?
Soldados, Califas e Imãs!

E aí a soberba amainou
Depois do choque da luta!
Ah, foi uma bela disputa…
A guerra ainda não acabou!

E salvos no gongo da sorte
O Imã de cabelo branco
Suou as estopinhas d’espanto
Ao ver de tão perto a morte!

E no regresso à Mesquita
A fé estava vacilante!
O Imã no seu turbante
Já se questiona da conquista…

Será que vai suceder
Tudo com’o ano passado?
Que c’o tudo quase conquistado
No final só restou o haver?

O Imã faz o chamamento
É hora pois, d’ir rezar!
A horda volt’a titubear
Virá por lá outro advento?

E reza-se com mais convicção
A devoção é total e séria!?
A época quer-se de total glória
E qu’acabe o Ramadão!…

4 Dirhams = 1 Vintém
4 Dirhams = 1 Vintém

Tão querido!

Queres assistência, querido?
Já vi que estás lesionado
Enrola-te aí um bocado
Qu’o jogo está divertido!

É o melhor do mundo!?
E nisso pode escolher
Que jogo vai resolver
Em cada metro ou segundo!

E nisso alud’à amizade
Qu’o liga ao de Carvalho
Desd’a faculdade, o trabalho…
Em risos de sinceridade!

E eis qu’entra o presidente
E estica-lhe o seu belo chispe
Então, Proença já viste
A que cheguei como gente?

Nunca pensaste qu’o caloiro
Um dia te pudesse ascender
Mais qu’ao gestor, ao saber
O que na faculdade val’oiro!?

É verdade, sôr presidente
É preciso categoria
Pr’a aqui estar em pleno dia
Aos olhos de tod’a gente!

É que s’isto fosse no Dragão
E o Presidente entrasse…
E nesta cabine nos saudasse
Era motivo pr’a investigação!

Quiçá um novo mega-processo
Um novo apito-dourado!
Que depois do jogo finado
Já estava encontrad’o nexo!

Um golo em fora-de-jogo
Um pénalti com’os Clérigos!
Uma vitórias com tais méritos
Significaria a prova de fogo!

Mas aqui é boa prática!
Afinal são todos uns queridos
Uns fidalgos outrora tão ricos
Não corrompem como forma ou táctica!

É tudo cavalheirismo!
O Proença no programa da SIC
O de Carvalho em proeza chique:
O nacional-porreirismo!

Por isso a menção tão querida
Na arte da “fofura” arbitral!
O Proença da agressão brutal
Ser afinal, uma alma ferida!

Que sensível qu’é o nosso juiz
Qu’ao ver saltar o Jackson pr’a marcar
Viu um encosto em vez dum atropelar
E ao ser filmado sorriu por seu cariz!

Mas é um querido, o nosso Proença
Todos ajuda, por sua dedicação
Não s’entende aquela agressão!
Queres querido, mais assistência?

É uma vedeta este nosso árbitro
Tod’a uma equipa o acompanha
A SIC em manobra, campanha
Par’o prover de volta ao espectáculo!

É um querido, disso não há dúvida
Os vários pénaltis gamados na luz
Mas o golo do Maicon, ainda traduz
O que bastava pr’a se pagar da dívida!

Que “Karma” este que nos acompanha
Nos árbitros de Lisboa e Setúbal!
Doces com’o bom do moscatel
E queridos com’a bela gadanha!

Por isso o documentário traduz
Tod’a verdade do apelido:
Proença, foi-nos esclarecido
É um querido, tod’o um ser de Luz!

Ó querido, acalma-te!...
Ó querido, acalma-te!…Queres assistência?

O amor em tempos de cólera

É por Sevilha andaluza
Tórrida e insinuante
Uma cidade, uma amante
Nos seus acenos de musa

Qu’o meu Porto foi feliz
No amor e nos negócios!
Por seu labor e seus ócios
Teve por Sevilha, meretriz!

Um amor inesquecível
Qu’o projectou como símbolo
Nessa universalidade, o tipo
Do Lusitano irresistível!

Um D. Juan português
Qu’outras musas tomaria
Por sua aura e magia
Foi Europeu e Japonês!

E nesse encanto de conquista
Um Português cheg’ao auge!
E só por Lisboa se reage
C’um processo sem pista!

Ou c’uma pista adornada
No ressentimento da troca
Para onde o MP desloca
Tod’a uma equipa formada!

Uma brigada especial
Para descobrir o segredo!
Que nesse Porto, o enredo
Só pode dar pena capital!

E ressabiados no jogo
Tentam provar o nexo
Num intricado processo
Que tudo provou como logro!

Um português tão modesto
Arvorar-se em conquistador?
Tomando de Sevilha, o amor
E de Yokohama, outro gesto?

Já pr’a não falar d’Alemã
Que se vergou no seu ímpeto
Ao ver a princesa do Mónaco
Ser seduzida com elán!

Um processo muito complexo
Este dum jovem rural
Tomar todas por igual!
Deixando Lisboa sem sexo?

Por isso a Procuradora
Tanto insistiu nessa tese
Que só em Lisboa aparece
Uma alma tão sedutora!

E não conseguindo provar
A tese da violação!
Queria, no mínimo a sanção
Qu’o levasse a jejuar!

Mas quem contraria a génese?
Quem renega a condição?
Qu’uma Irlandesa, por paixão
Outra conquista lhe desse?

E aí a raiva alastrou
Na Lisboa que não abdica!
Não lhes bastav’a Austríaca
E o toque qu’a endoidou?

E num assomo de desejo
Lisboa também quis gozar!
Por Amesterdão se deixou amar
No último minuto…um bocejo!

É aqui que se not’a estirpe
De quem vem pr’a conquistar
Como Casanova, libertar
A mulher da sua griffe!

Pois o amor é natural
E é por entre corpos nus
Qu’os beijos tomad’os por crus
Nos deixam a todos por igual!

E nisso Sevilha marcou
O Porto d’eterna mocidade!
Que de volta a essa cidade
Se lembra que um dia amou!

E isso o fará reviver
Essa paixão d’outrora!
Ontem com’o d’agora
O Porto amará a vencer!

Indescritível...
Indescritível…

Deus nos acuda!

Que feito, que vitória!
Em pleno “San Paolo”
Onde Quaresma deu solo
Numa jogada pr’a história

Pois já crucificados
Nessa avalanche de jogo
Foi uma jogada d’arrojo
Colocar mais avançados!

E nessa surpresa, o golo
De Ghillas, em contragolpe!
E Nápoles sentiu a “morte”
Na casa do seu apóstolo!

Que convertido ficou
Nessa estrada de Damasco
Onde um clarão, um fogacho
Cego então o deixou!

E sentindo-se impotente
Perant’a manifestação divina
A sua conduta assassina
Torna-o no santo insurgente!

E por uma fé desabrida
O perseguidor dos cristãos
Toma-os por seus irmãos
E a sua vista é benzida!

E é sob esse olhar crente
Qu’outro milagre se dá!
Num golo, outro Maná
Cai do céu em torrente!

E quando tudo parecia
Perdido, na nossa cegueira
No meio de tanta asneira
A nossa fé, florescia!

Agora somos convictos
Nesse exemplo de Paulo!
Podemos perder um título
Mas ainda estamos vivos!

E muito há pr’a ganhar
Nessa renovada epístola!
Quarta há nova partida
E a nossa fé é lutar!

Convictos que tudo muda
Num ápice, com’o destino!
Um santo ou assassino?
Que Deus nos acuda!…

Caravaggio - A Conversão de São Paulo
Caravaggio – A Conversão de São Paulo