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Dolo ou consequência?

Levo saudade e tempo
Desd’o estudo do Direito
Onde tod’a causa e efeito
Só no nexo causa assento!

E na destrinça desse acto
Juridicamente lavrado
Só o momento declarado
Tem relevância por facto!

Nesses estados de espírito
Em vários níveis d’intenção
Conscientes ou por inação
Se tinham por juízo crítico!

E na conduta do ser
Nesse querer psicológico!
Eram o corolário lógico
Qu’essa sanção possa ter!

Pois todos podemos agir
Fora dos contornos da lei!
E se por um momento tentei
O meu acto corrigir?

Com que intenção sou julgado
Nesse acto intencional
Se por um momento infinitesimal
Sou nesse facto ilibado?

Imagine-se que queria
Executar esse crime!
Mas o momento define
Não a intenção com que agia?

E que não sabendo a lei
Ajo sem ter consciência
E nesse acto, por coincidência
O dano é maior do que sei?

Isto é só um relance
Do complexo jogo da vida
Ond’a lei é investida
Pra determinar o seu alcance!

Por isso gosto d’ouvir
Tantas certezas jurídicas!
Em tantas cabeças curtidas
Que nessa razão a convir

Os deixou sem tento na língua
Porque a decisão final
Desmontou a acusação formal
Na sanção que corre tinta!

E tod’a comunicação-social
Os chama ao comentário
Querendo só um corolário:
A impunidade (desse clube) é real?

Pergunta o “jornalista”
Ao comentador de serviço
O médico dá conta disso
No seu comentário trocista:

O Porto recebe os árbitros
E só ganha com fruta!
Esta decisão só ilustra
Qu’o Porto mantém os hábitos!

E perguntado ao causídico
Ex-comentador de serviço
O Dolo não é preciso
Nesse atraso jurídico?

Sim, foram três minutos fatais
Em que perdemos a meia
O que no último minuto, norteia
Todos os minutos a mais!

E há uma intenção declarada
Em atrasar a partida!
Qu’em dois minutos, a vida!
Se pode dar por finada!

Por isso o tempo é precioso
E não sendo apenas dinheiro
Tem um valor por inteiro
Em cada minuto “doloso”!

E é fácil de se provar
Essa intenção da marosca:
O árbitro fez vista grossa
Quando devia apitar!

Pois essa lesão do Fernando
Não se veio a comprovar!
O Jogador não saiu a coxear
Quando s’ausentou do campo!?

E mesmo que tenha sido
Substituído na primeira parte
Isso foi engenho e arte!
Para o resto do sucedido!

E aqui se prova o nexo
Desta real causalidade!
Só o sporting fala verdade
E o Porto vive no complexo!

Pois ainda que vença muito
Não passa dum clube d’aldeia
Pois o dolo é uma coisa feia
Se praticado ao minuto!

Por isso esta consequência
De terem que pagar a multa
Por este atraso, é nula!
Qu’o direito é uma ciência!

E todos sabemos qu’existe
Duas justiças no país!
No sul tem outro cariz
No norte é coisa de chiste!

E ainda qu’a decisão
Se tenha tomado em Lisboa
Por unanimidade, é boa!?
Teve no norte o condão!

Pois o seu Presidente
Ainda que sem voto decisório
Teve um acto persecutório
Contr’o clube inocente!

Então lá perguntou
Em qu’é que dois minutos
Tivera a ver com os muitos
Golos qu’o clube não marcou?

E ainda que lá jogara
Contr’o clube da segunda!
Porquê uma volta d’honra
S’o jogo ainda não acabara?

Há dolo, há dolo sim senhor!
Nesse festejo antecipado!
O crime por facto provado:
Usurpação, senhor doutor!

Toma!
Toma!
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