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Monthly Archives: Fevereiro 2014

Logo que passe a monção…

Eram exageradas
As notícias dessa morte!
E o que nos calhou em sorte
Nessas páginas publicadas?

Qu’a salvação nos chegou
Na perna dum só jogador!
Salvando el’o treinador
Nesse empate que buscou!

Os tempos são turbulentos
Pelas costas da navegação
Onde se vislumbr’o campeão
No favorecimento dos ventos!

E como qu’escondidos
Desse passado inglório
O discurso é meritório!
Na brevidade, contidos…

Mas os panfletários urgem
Nos anúncios d’obras d’arte
Como um desejo-baluarte
Qu’em notícias sem confundem!

Por isso bem naveguemos
Ao nosso porto-destino
Com um propósito pristino
Na ondulação que sofremos!

Pois oscilámos nas vagas
D’encontro ao abismo-céu
Donde s’abrira esse breu
Como ondas enlutadas!

Mas mortos de cansaço
Nesses corpos ainda vivos
Navegámos, destemidos
Contr’o destino opiáceo!

Pois libertos do naufrágio
Aportámos nessa ilha
No qu’a monção-armadilha
Nos destinou por contágio…

E como que meio tolhidos
Nesse destino insólito
Tomámos apenas do ópio
A razão de estarmos vivos

Como na canção do Veloso
Afeiçoámo-nos ao vício
E todo e qualquer resquício
Desse Porto era horroroso!

Mas despertos num turbilhão
Por uma horda de crentes!
Nós, tornados indigentes
Assomámo-nos ao bastião!

E conscientes dessa nau
Que navegava à deriva
O Capitão deu guarida
A esse mouro do vau!

Que tornado nosso guia
Nos conduziu a novo Porto
Como recruta-piloto
Navegando dia-após-dia!

E crescendo em importância
Nessas hostes lusitanas
Teve Ghillas, as taprobanas
Como prova da sua ânsia!

E nada os pode deter
A essa nau de tantos embates
Que contra lutas e artes!
Se viu forçad’a combater!

E no desenlace da viagem
Desd’a Indía até ao Reno
O comandante, deu pleno
Plano à abordagem!

Ao seu capitão-de-fragata
Antes tão desacreditado!
Por não se ter por afortunado
Nessa sua primeira etapa!

Mas assim que orientado
Por esse piloto-mouro
Eis, quando senão o tesouro!
No final do Palatinado!?

E a história muda de centro
Nos pormenores qu’a moldam
Os homens que nela sonham
Com a força que vem de dentro!

E nessa raça e querer
Se fazem impérios, nações!
Se moldam os campeões
Desse novo-mundo e poder!

Por isso podem escrever
Nos anais que não morremos!
Ainda navegamos, ao menos
No que isso quer dizer!

E podem pensar duas vezes
Antes d’anunciar o veredicto!
Qu’o campeonato está escrito
É só questão d’alguns meses!

Pois s’ainda temiam
Qualquer réstia da nossa esp’rança
Temos a prova, na lança
Qu’em África ainda resistiam!

Por isso deitem foguetes
E façam a festa do título!
Que logo que passe este ciclo
Ainda nos vêem os dentes!

E no terror desse tempo
Outrora então revivido
Jesus já era nascido…
E ajoelhou lá no templo!

Por isso escrevam os feitos
D’outros heróis em acção
Que logo que pass’a monção…
Navegarem’os estreitos!

E entraremos no Porto
C’a nau bem segura
Que p’la honra, se jura:
Saberão notícias do…”morto”!

Crença!
Crença!

Confiança cega

Tenho uma confiança cega
Qu’este barco não s’entrega
E ond’os ratos possam urdir
Acabarão por fugir…

Pois o exemplo sobressai
Nesse homem do leme
Que navegando, se teme
Nos longos anos que vai!

Mas o marinheiro descrente
Por uma viagem incerta
Já s’amotina na coberta!
Quer o imediato presente!

Pr’o despedir na insensatez
De ter mudado o sistema
Quando outrora, o tema
Era a falta d’ intrepidez!

Pois bem vencendo ‘aventura
Não se bastava na arte
Faltando arrojo, combate!
Que na conquista s’atura!

E mudado o comando
Por uma visão mais ousada
A tripulação está formada
Num pretenso bando!

É o desconcerto, o arreio
A desventura, o grotesco
O insucesso, o burlesco!
C’o processo a meio…

E o timoneiro faz prova
Perant’o declarado motim
Qu’a guerra se vence no fim
Em coragem e manobra!

Pois claudicar é render-se
A essas hostes totalitárias
Que nessas provas “catilinárias”
Podem já ler-se!

É o fim de ciclo, de “nobre gente”
É a derrocada de tal insígnia
É o homem velho, a ignomínia
É o dealbar do dirigente!…

E os escrivães Serpas
Velhos do Restelo!
Folgam em sê-lo
Sem as descobertas!

Por isso a nau vai navegar
D’encontro à glória!
Fazendo a história
Que s’irá contar!

E mesmo no rochedo
Em que nos encontramos
Náufragos não estamos!
E não temos medo!

Não nos intimida
O Adamastor!
Pois além da dor
Está a nossa vida!

E bem o sabemos
Qu’os ratos vão sair
Quand’a comporta abrir
Para os novos remos!

E ainda que suspeite
Qu’o imediato é inseguro
O timoneiro é duro!
A rendição não é aceite!

Por isso é navegar
Por essa europa acima
Até ao Reno, qu’o clima
Vai melhorar!

E tomaremos Francoforte
Como lança de mudança
Até ond’a vista alcança
Será tudo norte!

Pois no caminho pr’o sul
Somaremos sete pontos!
E no tempo dos descontos
Sobrevirá o azul!

Só precisamos d’entrega
No combate a tempo inteiro!
Que na liderança do timoneiro…
Há confiança cega!

Confiança cega!
Confiança cega!

Dolo ou consequência?

Levo saudade e tempo
Desd’o estudo do Direito
Onde tod’a causa e efeito
Só no nexo causa assento!

E na destrinça desse acto
Juridicamente lavrado
Só o momento declarado
Tem relevância por facto!

Nesses estados de espírito
Em vários níveis d’intenção
Conscientes ou por inação
Se tinham por juízo crítico!

E na conduta do ser
Nesse querer psicológico!
Eram o corolário lógico
Qu’essa sanção possa ter!

Pois todos podemos agir
Fora dos contornos da lei!
E se por um momento tentei
O meu acto corrigir?

Com que intenção sou julgado
Nesse acto intencional
Se por um momento infinitesimal
Sou nesse facto ilibado?

Imagine-se que queria
Executar esse crime!
Mas o momento define
Não a intenção com que agia?

E que não sabendo a lei
Ajo sem ter consciência
E nesse acto, por coincidência
O dano é maior do que sei?

Isto é só um relance
Do complexo jogo da vida
Ond’a lei é investida
Pra determinar o seu alcance!

Por isso gosto d’ouvir
Tantas certezas jurídicas!
Em tantas cabeças curtidas
Que nessa razão a convir

Os deixou sem tento na língua
Porque a decisão final
Desmontou a acusação formal
Na sanção que corre tinta!

E tod’a comunicação-social
Os chama ao comentário
Querendo só um corolário:
A impunidade (desse clube) é real?

Pergunta o “jornalista”
Ao comentador de serviço
O médico dá conta disso
No seu comentário trocista:

O Porto recebe os árbitros
E só ganha com fruta!
Esta decisão só ilustra
Qu’o Porto mantém os hábitos!

E perguntado ao causídico
Ex-comentador de serviço
O Dolo não é preciso
Nesse atraso jurídico?

Sim, foram três minutos fatais
Em que perdemos a meia
O que no último minuto, norteia
Todos os minutos a mais!

E há uma intenção declarada
Em atrasar a partida!
Qu’em dois minutos, a vida!
Se pode dar por finada!

Por isso o tempo é precioso
E não sendo apenas dinheiro
Tem um valor por inteiro
Em cada minuto “doloso”!

E é fácil de se provar
Essa intenção da marosca:
O árbitro fez vista grossa
Quando devia apitar!

Pois essa lesão do Fernando
Não se veio a comprovar!
O Jogador não saiu a coxear
Quando s’ausentou do campo!?

E mesmo que tenha sido
Substituído na primeira parte
Isso foi engenho e arte!
Para o resto do sucedido!

E aqui se prova o nexo
Desta real causalidade!
Só o sporting fala verdade
E o Porto vive no complexo!

Pois ainda que vença muito
Não passa dum clube d’aldeia
Pois o dolo é uma coisa feia
Se praticado ao minuto!

Por isso esta consequência
De terem que pagar a multa
Por este atraso, é nula!
Qu’o direito é uma ciência!

E todos sabemos qu’existe
Duas justiças no país!
No sul tem outro cariz
No norte é coisa de chiste!

E ainda qu’a decisão
Se tenha tomado em Lisboa
Por unanimidade, é boa!?
Teve no norte o condão!

Pois o seu Presidente
Ainda que sem voto decisório
Teve um acto persecutório
Contr’o clube inocente!

Então lá perguntou
Em qu’é que dois minutos
Tivera a ver com os muitos
Golos qu’o clube não marcou?

E ainda que lá jogara
Contr’o clube da segunda!
Porquê uma volta d’honra
S’o jogo ainda não acabara?

Há dolo, há dolo sim senhor!
Nesse festejo antecipado!
O crime por facto provado:
Usurpação, senhor doutor!

Toma!
Toma!

Tradutor precisa-se!

Conhece Hamburgo e Estugarda
Dortmund e Leverkusen!
Confunde-se com Gelsenkirchen
Frankfurt? Santa bujarda!?

Este germanófilo de cepa
Não sabe a que terra virar!
E pôr essa equipa a jogar
Se nem no adversário acerta?

Confundiu-o com o Milão
Nessas cores rubras e negras!
E por essas bancadas repletas
Ouviu-se cantar em alemão!

E vai tamanh’o crime
Neste assassínio de massas
Onde um Dragão já sem asas
Emite um canto de cisne!

E é tão forte o declínio
No jogo como na palavra
Ond’o timoneiro s’engasga
Na senda do seu próprio fascínio!

E por essa “Germânia” discorre
Não sabe da terra do Meno
Na encruzilhada do Reno
Na fronteira desse franco forte!

Como última fronteira romana
Do mundo antes “civilizado”
Quiçá por nunca ter estudado
Confunde com tod’a terra ariana!

Mas se fosse só a confusão
Que reina na sua geopolítica
Eu ria-me só do benfica
E do Jesus na sua prelecção!

Assim tenho que confessar
Qu’é preferível conviver c’um esperto
Que não sendo politicamente correcto
Sabe qu’adversário derrotar!

E não se confundido na língua
Só nas palavras em que filosofa
É homem pr’a ser “poliglota”
Falando em alemão da pinga!

Mas escolhe a cidade correcta
E sabe as cores do adversário
Transcorrendo tod’o abecedário
Acerta, em posição incorrecta!

Mas nós c’o este treinador
Não temos uma ponta de sorte!
E sabemos que pr’a Francoforte
Não levamos sequer tradutor!

Wer?
Wer?

Experiência

O qu’é a experiência
Na vida como no futebol?
Co-nhe-cimento! Qu’em espanhol
Diz-se ciência!

Muitas pessoas falam:
Experiência!
O qu’é a experiência?
É a ciência qu’exalam!

É dentro disso “par(a)tantos”
Quanto mais experientes
Estejamos as gentes!
Mais conhecimento tamos!

E melhor também estamos!
Neste caso do treinador
E de qualquer jogador
Que no benfica aprendamos!

Porque esta escola
É sobretudo experiência
Em turco, sapiência!
É producto da bola!

Que não existindo
Tinha de ser inventado!
Por Jesus, o letrado
Que nos vai instruindo!

Depois da “sanção”
Que diz ter aceite
Na conferência, o deleite!
Que experiente lição!

E prontos, já tamos
Com maior conhecimento!
Pelo experiente momento
A qu’então assistamos!

E neste belo exemplo
De conduta, saber!
O país está a crescer
Das pontas par’o centro!

Que tudo concêntrico
Na capital do co-nhe-cimento
Em experiência por dentro
Num percurso idêntico

Cresçam nesta ciência
Neste culto de vitória!
Que por experiência, ou glória!
Que melhor referência?

E o saber é bem pago
Como o é a cultura!
4 milhões, e perdura….
A falar como um parvo!?

Em que mundo vivemos
Onde esta experiência
É tomada como ciência
No conhecimento que vemos?

E tudo isto é tolerável
Num país de promessas
Onde conferências como estas
São a imagem condestável!?

E sem a bolinha vermelha
Par’a educação destas massas
Que julgando qu’as nossas taças
A esta imagem s’assemelha!?

Pensando que por “experientes”
Neste “saber e saudade”
Têm total liberalidade
Pr’a se dizerem docentes!

Conhecimento, diz ele!
É a experiência da vida
Que na proposição invertida
É o qu’a vida fez dele!

Por isso se faz convencido
Qu’o “conhecimento” é tudo
Que sem a experiência, contudo
Não se saberia…vencido

Ora, partantos...
Ora, partantos…

Conversa da Tetra!

Somos um país de justiça
Ond’os corruptos vão dentro
Sejam da esquerda ou do centro!
Por cada banco à vista!
Por isso essa sentença…
Tomada em primeira instância
Revela tod’a confiança
Que vai de Sagres a Valença!

Onde já se viu bater
Em Stewards da Prosegur
Seja em Lisboa ou Aljezur!?
Têm que se proteger!
Dessas hordas do norte
Qu’invadindo este sul
Ostentando o seu azul
Tomam da capital, o forte!

Qu’ainda que não seja do banco
É o do baluarte do regime!
Daí a agravante do crime!!!
Batendo na segurança, se tanto!
Qu’ali só estavam para guardar
O túnel de maior sucesso!
Que medido pelo seu convexo
É túnel para não acabar!!

Então s’o mesmo se viu
Com’a maior obra de Jesus
Que campeão, tomou a cruz
No resto que se lhe seguiu!!?
Porque não s’havia de condenar
Os jogadores desse mesmo clube
Que vencendo, não o acude
No Gólgota que irá enfrentar!?

Pois bateram nos pobres coitados
Qu’ali só estavam a provocar!
Depois daquele jogo acabar…
E ainda por cima roubados!
Que não tendo atenuantes
Bateram no Sandro e C.ª
Como o Rascord o dizia…
Condenados por multas e grandes!

Não com’as do Jesus
Que por bater num polícia
Só pag’o exame de perícia
E as obras sociais da Luz!
Pois o homem ganha pouco
Dinheiro, que títulos os tem!
Pagando só o que convém
Prepara nova justiça ao soco!

Pois não sendo reincidente
Nem tendo comportamentos afins
Justiça? Nem em Alcaíns!
Na terra dum único Presidente!
Que neste país não há direito
A não ser pr’aquele que bate
E aí a justiça de Fafe
Funciona como matéria de pleito!

Mas só com pronúncia do norte
Que nas escutas têm outra ênfase
Que nisso a magistratura ofende-se!
E o segredo de justiça é coisa forte!
E se registado no vídeo
Nas câmaras ditas de segurança
Todo e qualquer ordenança
Se tem por essa via ofendido!

Por isso depois da suspensão
Decretada no Conselho do Costa
Por três meses, como tanto gosta!
Veio o tribunal dar-lhe razão!
Devia tê-los suspendido um ano!
E decretar como pena acessória
Três anos como sanção moratória
Para serem tetra-campeões, catano!!!

Legenda: "Gosto muito assim!"
Assim é como eu mais gosto!…

Em terra de cego…

Em terra de tantos cegos
Onde só um pode ser Rei
Vi-o ontem, pelo que sei
Ladeado por três servos

Nesse painel colorido
Onde o verde e o vermelho
É a cor do evangelho
Nesse seu tom mais garrido!

Pois o reizinho dos viscondes
Foi convidado a entrar
Para lá papaguear
Sobre minutos e descontos!

E na certeza da sentença
Que se sente prejudicado
Mesmo sem ser anunciado!
Acha-se injustiçado, sem crença!

E é aplaudido no decreto
Que na sua certeza, diz ter!
Pois o dolo, por seu saber
É coisa de fácil acerto!

E nessa prova produzida
Assente na defesa do outro
Vê esse dedo maroto
Nessa lesão conhecida…

E sendo do clube impoluto
Que age sempre dentro da lei
Tem na certeza de Rei!
Qu’o Porto é o corrupto!

Ainda qu’a prova do dolo
Seja de difícil expressão
Tem-se na convicção
Que só esse atraso deu golo!

E perdida a partida
Nesse último minuto!
O outrora penalti oculto
Assumiu hoje nova vida!

Já não foi o “intensómetro”
A justificação da derrota!
Mas o atraso, a manobra
Contabilizados ao milímetro!

Pois nesse grande pormenor
De ter jogado em casa
Contr’o adversário qu’assaca
O seu estilo perdedor

E não ter conseguido
Vencer como mandam as regras!
Inventa outras refregas
Por esse encontro perdido!

E nisto é aplaudido
Por uma marioneta verde!
Que vê no Porto, a sede
No seu gesto irreflectido

Falando de conspirações
Da velha tese do sistema!
Que nem o Dias da Cunha
Bradava em tais convicções!

Que invocando a estatística
Como sua especialidade
Nos mede por cada verdade
Que diz, uma mera probabilistica!

E o que dizer do anão
Que pendurado no assento
Concorda c’o argumento
Da derrota como condenação?

Esquecend’o regulamento
Vertido nas competições!
Em qu’o estádio sem condições
Sem tecto em dia-de-vento

Podia decretar derrota
Para a equipa anfitriã
Que por soltura da lã
S’adiara o jogo em mora!?

Mas andam de mãos dadas
Os grandes da capital
Que juntos, nesse painel
Seguem as mesmas coordenadas!

Por isso é de sentenciar
Esse clube do norte
Por esse atraso de morte
Qu’os levou a bem pactuar!

E tão lindos às parelhas
Juntamente com o pivot
Não fazem qualquer complot
Nem balem com’as ovelhas!

Por isso é ouvi-los balir
A sua derrota no campo!
Por esses minutos, nem tanto…
Que tanto faz chorar como rir!

E s’o ridículo pagasse imposto
A esta incidência nacional!
O Bruno crescia em capital
Por cada semana de desgosto!

O que no clube dos viscondes
Falidos, mas com pergaminho!
Caía como um “levezinho”
Em cada “Montero” aos montes!

E contentes na sua verdade
Estas pessoas “tituladas”
Choram as penas forçadas
Que sabem por razoabilidade!

Pois onde já se viu
Derrotar-se por três minutos
Um atraso como tantos fortuitos
Num jogo que não lhes serviu?

Só vindo dos calimeros
Esta tese desse dolo
Como medida de consolo
Por jogar com tantos “Monteros”?

E que culpa tem disso o Porto
Que nada jogando, venceu?
Que dentro do campo, sucedeu
Como vencedor por desporto?

É por estas vitimizações
Por estes espectáculos tristes
Qu’os calimeros são fixes
Pr’a pajens destas encenações!

Que servindo bem ao vizinho
Lhes montam a teia, o cerco
Prometendo-lhes novo concerto
E na Liga novo arranjinho!

Pois o presidente é confiável
Festeja em casa ou fora!
Sorri muito e não cora
Em cada vitória prestável!

E ladeando o orelhas
A Liga não é o sistema!
E se sorri não é esquema
Confidenciando-se em parelhas!

Por isso eu ainda acredito
Que neste reino, o rei
Decrete a sentença e a lei
Medindo o sucesso ao minuto!

E que nisso o Bruno afine
Essa voz grossa, com precisão!
Ganhando sem ter razão
Por cada minuto que cisme!

Pois só assim pode vencer
Em parceria c’o vermelho!
Tomando a vez do Conselho
E nessa decisão, reverter

O destino daquele jogo
Que findo, na volta d’honra
Se tenham revisto na afronta
De já o festejarem…com dolo!

Sem título!...(literalmente)
Sem título!…(literalmente)