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Apoteose

I

Já se fazia a volta d’honra
E o Bruno saudava o povo!
Na TVI, nada de novo…
E no Porto, aquela sombra!

Quando, eis que cheg’o lance
Indiscutível penalidade!
O Mota marcou, é verdade!
Quando antes fingiu o transe!

Disputando a bola ao solo
Nesse pénalti às claras!
Já se riam as aves-raras
Celebrando o seu consolo!

O Paulo estava despedido!
Comentava-se na redacção!
Demitia-se em declaração
Ou por convite dirigido?

Era o regozijo na Tvi…
A débacle desse projecto!
O Porto morreu, por certo…
E o Lucho já não mora ali!!

A negritude sobr’o Dragão
Nesse seu jogo nada certeiro
A qu’o Marítimo, por certo matreiro
Queimava tempo, por recriação!

O Sporting ganhava em Penafiel!
As meias finais da taça da Liga!
A festa no campo, logo de seguida
Deixava no ar o destino cruel!

É certo perdíamos, sentenciado!
O empate no fim, miraculoso!
O jogo à bruta, no desconto “doloso”
Deu-nos a vitória, sem jogo-jogado!

Mas foi franca e séria!
De alma e raça!
Por sorte, por graça?
Pr’a desmentir a pilhéria?

II

Já cantavam salmos!
Já ensaiavam éclogas!
Já anteviam épocas
De glórias aos palmos!

Mas o desenlace
Foi-lhes tão fatal!
A pena capital!
Em tão jovem face!

Que não tendo medo
Assumiu o mundo!
E o Porto profundo
Foi-se-lhe em arremedo!

E mesmo de gatas
Quase derrotado!
O clube amado
Viu-se sem empatas!

Que bem apoiaram
Mesmo na adversidade!?
A sublimidade!
Nos que não jogaram!

Essa nossa força
Fá-los bem chorar!
Mesmo a acabar!?
A partir a louça!!!

Eles não aprendem
É até final!
Por nosso ideal
Que nunca se rendem!

Por isso choram!
Desse tempo a mais
Em jogos iguais…
E só alguns “demoram”!…

III

“Buá, foram quatro minutos
C’o jogo já ganho!
Houve marosca, engenho!
Pr’a vencerem por muitos!”

“Ah, foi só por um?
E estavam derrotados?
Corruptos, culpados!!!
De ganharmos Nestum!”

E assim vai a vida
Nestes solavancos
Entre choros e espantos!?
Também vai entretida!

O Bruno tem graça
E alimenta o espírito!
Tem sentido crítico
Num leão com raça!

Por isso ganhando
Tudo vai perdendo…
Sempre em crescendo!
Até no tamanho!

Porque de pequeno
Já se nota o choro!
E a falta de decoro
É de crescimento pleno!

E já crescidote
Um rapaz já feito!
Nisto mostr’o peito:
“Já sou um franganote!”

Adeptos

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