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Heliocentrismo

Por ti, Zé do Boné!
Qu’em ti também s’adequa
Ganhar o sol e a lua
Ou as pirâmides de Gizé!

Pois também simbolizaste
A nossa força motriz
Devolvendo-nos o cariz
Do Porto que transformaste!

E passando aquela ponte
Já não tínhamos receio
De estar a perder a meio
Do caminho até à “fonte”!

Era velho o centralismo
Que construía as pontes
Para, aproximando os montes
Decretar o seu heroísmo!

E nisto, essa paisagem
Que gravitava no país
Er’a a razão, a raíz
De ser de Lisboa, a pajem!

O mundo era imperial
O universo geocêntrico!
E não fôra por Copérnico
Lisboa era o espaço-sideral!

Mas os livres-pensadores
Mesmo sob o jugo da morte
Têm da verdade, a sorte
Qu’os faz viver percursores!

E ousando ir mais além
Ousam contestar o sistema!
Qu’aí só existia em teorema!?
Dispondo-se a provar qu’o “amén”

É sofismo de quem renuncia
A viver em total liberdade
Tomando em suas mãos a verdade
Ousando afirmá-la um dia!

E mesmo perant’os inquisidores
Ousam provar qu’o mérito!
Não é um adquirido direito
E serve apenas aos melhores!

E ousando atravessar o rio!
Pedroto, afirma-se libertário
Vencendo torna-s’o alvo primário
Do sistema vivente do bafio!

Por isso é perseguido à vez
Por mil rostos encapuzados
Perdid’os privilégios doados
Procuram destruí-lo no que fez!…

E o homem morre antes do tempo
De ver singrar a sua obra-prima!
O tempo tudo apazigua e afirma:
É a terra que faz o movimento!

E desmistificado o sofisma
Toda a cadeia se faz ruir
Um novo mundo se faz surgir
Nessa liberdade sem cisma!

E recomposto o universo
Na sua tese verdadeira
O mestre da tese certeira
É relembrado no momento certo!

Pois choram a morte da pantera
Dos tempos em que viveu, cinzentos
Que não tendo culpa desses tempos
Marcou a ouro essa era!

E fazendo gáudio desses feitos
Do homem simples e genuíno
Querem fazer dele o seu hino
Pr’a nos subjugarem em defeitos!

E querendo honrar o seu nome
Procuram relembrá-lo nacional
Esquecendo-se qu’o benfica, por sinal
Foi a quem beneficiou em maior renome!

E nesta homenagem extensiva
Assente numa histeria populista
Tudo é capitalizado à vista
Pr’a ser usado em expectativa!

Querem vencer a todo o custo
Mesmo pelas piores razões!
O qu’interessa nas acções
Sem gratificação ou “tusto”?

O qu’interessa é montar o circo
Pr’a se demonstrar “grandiosidade”
E nisso mostrar a unicidade
Deste “universo” firme e hirto!

Mas tudo não passa duma fábula
O universo tem natureza quântica
E o qu’o da Silva diz é semântica!
O mestre o demonstrou sem cábula!

O universo benfiquista é fátuo
Vive de pressupostos errados!
Têm valores mal calculados:
O universo não tem chão ou tecto!

Por isso é tudo bazófias
De se acharem muitos milhões
Se tudo se reconduz aos fotões
O que dizem não passa de anedotas!

E o mestre já o provara!
Quando atravessou o Douro!
O sol então brilhava mouro
E a terra ainda era fixa e chata!

E o sol tornou-se cadente!
E nada voltou ao seu “sitio”!
O benfica acabou, é mito!
Brilhand’o astro pr’a tod’a gente!

Obrigado, José Maria Pedroto!

Obrigado, Mestre!

Obrigado, Mestre!

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