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Monthly Archives: Janeiro 2014

Man on the Moon!

Depois de descobert’a pólvora
Nesses regulamentos da Liga
Há ainda quem prossiga
A sua viagem fora d’órbita!

E bem aterrados na Lua
Com um atraso razoável
Lemos o feito memorável:
Foi-se ao Sol em pele nua!

E só demorou quatro horas
Essa viagem solar!
Sem atrasos a registar!
Nas manobras vencedoras!

Um feito da humanidade
Num jovem quase imberbe!
O exemplo a que nos serve
Neste regresso à sobriedade?

Qu’as alucinações colectivas
São productos recorrentes!
Em nações ou dirigentes
Por alienações sugeridas!

E esta viagem ao Astro-Rei
Traz-nos de volta à terra
Só o Bruno é que não erra
E tem propostas que são Lei:

“Todo o jogo que não começar
Ao minuto certo e escorreito
É derrota pr’o sujeito
Qu’o acabe a ganhar!”

“E se se marcar penalti
Que seja no último minuto!
É tomado como insulto
E dá direito ao empate!”

“E se faltar ao Sporting
Um danoninho pr’a ganhar!
A Taça teima em ficar
Como sanção p’lo Doping!”

“E se se não se cumprir
Os regulamentos da Liga!
Pr’o ano jog’o Postiga
Como promessa a seguir!”

“E s’a cronometragem
Não se fizer ao milésimo!?
Ganh’o classificado em sétimo
No campeonato da gatunagem!”

“E s’o sporting ainda assim
Não vencer a competição!
Muda-se tod’a constelação
E o Sol chamar-se-á Kim! (Jong-Hu)”

“E se isso ainda não resultar
Reinventa-se a História!
Ensaia-se nova trajectória
É do Bruno, o planeta lunar!”

Alô Terra, escuto!?

Alô Terra, escuto!?

Apoteose

I

Já se fazia a volta d’honra
E o Bruno saudava o povo!
Na TVI, nada de novo…
E no Porto, aquela sombra!

Quando, eis que cheg’o lance
Indiscutível penalidade!
O Mota marcou, é verdade!
Quando antes fingiu o transe!

Disputando a bola ao solo
Nesse pénalti às claras!
Já se riam as aves-raras
Celebrando o seu consolo!

O Paulo estava despedido!
Comentava-se na redacção!
Demitia-se em declaração
Ou por convite dirigido?

Era o regozijo na Tvi…
A débacle desse projecto!
O Porto morreu, por certo…
E o Lucho já não mora ali!!

A negritude sobr’o Dragão
Nesse seu jogo nada certeiro
A qu’o Marítimo, por certo matreiro
Queimava tempo, por recriação!

O Sporting ganhava em Penafiel!
As meias finais da taça da Liga!
A festa no campo, logo de seguida
Deixava no ar o destino cruel!

É certo perdíamos, sentenciado!
O empate no fim, miraculoso!
O jogo à bruta, no desconto “doloso”
Deu-nos a vitória, sem jogo-jogado!

Mas foi franca e séria!
De alma e raça!
Por sorte, por graça?
Pr’a desmentir a pilhéria?

II

Já cantavam salmos!
Já ensaiavam éclogas!
Já anteviam épocas
De glórias aos palmos!

Mas o desenlace
Foi-lhes tão fatal!
A pena capital!
Em tão jovem face!

Que não tendo medo
Assumiu o mundo!
E o Porto profundo
Foi-se-lhe em arremedo!

E mesmo de gatas
Quase derrotado!
O clube amado
Viu-se sem empatas!

Que bem apoiaram
Mesmo na adversidade!?
A sublimidade!
Nos que não jogaram!

Essa nossa força
Fá-los bem chorar!
Mesmo a acabar!?
A partir a louça!!!

Eles não aprendem
É até final!
Por nosso ideal
Que nunca se rendem!

Por isso choram!
Desse tempo a mais
Em jogos iguais…
E só alguns “demoram”!…

III

“Buá, foram quatro minutos
C’o jogo já ganho!
Houve marosca, engenho!
Pr’a vencerem por muitos!”

“Ah, foi só por um?
E estavam derrotados?
Corruptos, culpados!!!
De ganharmos Nestum!”

E assim vai a vida
Nestes solavancos
Entre choros e espantos!?
Também vai entretida!

O Bruno tem graça
E alimenta o espírito!
Tem sentido crítico
Num leão com raça!

Por isso ganhando
Tudo vai perdendo…
Sempre em crescendo!
Até no tamanho!

Porque de pequeno
Já se nota o choro!
E a falta de decoro
É de crescimento pleno!

E já crescidote
Um rapaz já feito!
Nisto mostr’o peito:
“Já sou um franganote!”

Adeptos

Via Sacra?

…E há um Porto Canal
Generalista, nortenho!
Sem jugo à capital
Por autonomia, empenho!

E nele falou esse homem
O desassombro em pessoa!
Tomand’o rumo que tomem
Não vão vergar-se a Lisboa!

E nisso não consigo entender
Algumas manifestações!
E ao Presidente ofender…!?
Por via das contratações?

Ou por causa do treinador
Que não nos deixa jogar!
Se pr’a ele é o melhor…
Só tenho que apoiar!

Pois vindo de quem vem
O seu crédito é ilimitado!
Não o concedo a mais ninguém…
E por ele me tenho empenhado!

E se se propõe renovar
O contrato ao Fonseca…
Proponho-me acreditar…
Nessa esperança que resta!

Há algo de fundamento
Nesse juízo dos árbitros
Não sendo o único argumento!
Pr’os nossos desvios tácticos!

Mas s’o caminho é seguir
Neste processo incerto…
Quem sou eu pr’a divergir
Por outro caminho “correcto”?

A prova maior está à vista
Nesses campeonatos a eito!
A principal conquista…
Nesse objectivo está feito!

É certo que perdemos quartel
Por essa Europa fora…
Vendendo tod’o tipo d’anel
Pr’a não se cortar à tesoura!

E concorremos c’o centralismo
Nessas benesses bancárias!
Ao sporting, no seu abismo…
Foram dadas novas hipotecárias!

E o clube do regime
De cujo endividamento se suspeita
Vende a um preço sublime!
Depois da miríade desfeita!

E só descendo à terra
Se pode apontar à lua!
O Paulo, é certo, enterra…
Mas pode vir uma capicua!

E faland’o grande timoneiro
Nesse canal independente!
É certo que serei primeiro
Nem que seja à tangente!…

O Kelvin até está no ponto!…
A última jornada, consagra!
Eu creio até ao desconto…
E que nunca s’acab’o Viagra!

Força, Presidente! Continuas em grande forma!

O Maior! :-)

O Maior! 🙂

Não sai!

Estava o programa no ar
Quand’o aquele prodigalizou
Não sai e vai ficar!
E naquele valor, declarou:

É de cinquenta milhões!
Abaixo disso não sai!
Queremos ser campeões!
Não, o Matic não vai!

Só se baterem a cláusula
Aí nada posso fazer!
Com uma tremenda mágoa
O Matic vou ter que vender!

Mas chegad’a Janeiro
O Presidente muda de número
Sem nada dizer, a terreiro
Tem-se o valor por efémero!

Acaba a vender por metade
Só porque o ROC fugiu!
O Chelsea, valh’a verdade
Em bom momento surgiu!

Por ser tão grand’a bazófia
Isto trás água no bico!
Não se vende a maior jóia
Por metade, sem s’estar aflito!?

Por isso, venham os saldos!
É época de liquidação!
Ainda acreditam nos salmos
De grandeza da instituição?

Agora virão os restantes
Para hipotecar a época!
Tudo será como dantes…
O filme e a pipoca!

E depois volta-se a prometer
Um vitorioso ciclo!
Três campeonatos a vencer
Seguidos, já neste século!

E com o passivo crescente
Num travo de falência técnica
Vender é a palavra urgente!
Mais forte qu’a derrota crónica!

Vendido sem se dizer um ai!
Sem entrevista na TV!?
Orelhas, o Matic sai!
E 5o milhões, há quem os dê?

Peanuts!

Peanuts!

Negócios da china

Saiu pelos cinquenta?
E com pêlo na venta!
Não foi por metade?
Já tinha uma certa idade!…
O David Luiz é que deu lucro!
A Bola diz que foi pelo quíntuplo!

Que grande negócio!
Da China, a propósito!
Cinquenta milhões!
For’os melões!
O Presidente jurou!
E o negócio salvou!

Mas temos activo!?
130 milhões, mais o Salvio!
O valor total?
Não, o negócio ideal!
Que recusámos no verão!
Pel’o objectivo: campeão!

E agora sem o Sérvio?
Temos lá outro médio!
De posição?
Não!…
Ah, o Manel?
O melhor do plantel!?

Tinha de ter dez vidas!
Por razões conhecidas!
E a equipa B?
E a benfica TV?
Temos soluções internas!
E as contas enfermas?

É, o ROC fugiu!
Alguém o viu?
E assinou o relatório?
Do buraco provisório?
As receitas são vastas!
Auditadas por castas!

Somos um colosso!
Mesmo perdend’o reforço!
Viste o trajecto fúnebre?
O Eusébio tudo une!
E parou a cidade!
E a passagem na edilidade?

E se fosse do Porto?
No Panteão, moço?
Sim, também era unânime?
Não sejas pusilânime!
E se fosse o Eça?
O que fez, uma peça?

E internacionalizações?
Sem golos nas seleções?
E nem foi do benfica!
E nem tinha a mística!
Só escrevia romances!?
E as fintas, outros lances?

E agora a poetisa!
Quem se acha, a Mona Lisa?
Para perto do Eusébio!?
Cruzes, credo!!!
E era a mãe do tripeiro!?
Que Panteão corriqueiro!!!

O que vale é o negócio!
É isso, sócio!!!
Por metade…
É a verdade!
E agor’a naftalina?
É o negócio da China!

Sr. 50 Milhões!

Sr. 50 Milhões!

 
http://www.youtube.com/watch?v=kx5HxYsBEqY

O campeão d’inverno

Depois d’esta enxurrada
De chuva e carpideiras
Fechadas são as torneiras
Para enxugar a enseada

Deste mar de vermelho
Que tudo transbordou
Até ao panteão chegou…
Passando pelo “concelho”!

Uma festa de despedida
Ao seu ícone reservado
Foi o momento ousado
Pr’a levar o Porto de vencida!

A este Porto sem ousadia
Sem chama e sem coragem!
Passando pr’a outra margem
Apenas a letargia!

E agora passamos a ponte
C’o as calças na mão!
Deixando-nos a sensação
Do vazio no horizonte

E até os outros se permitem
Encher de novo o peito!
Ganhando, “levam tud’a eito”!
E já campeões se definem!

E mais, até o mestre da táctica
Ousa afirmar nesse “apogeu”:
Seria campeão europeu!!!
Se não vendesse por política!

É que ganhando um em quatro
Faria melhor lá por fora!
S’os mantivesse na hora!
E jogasse c’os vinte e quatro!

É assim o benfica!
Nestes momentos de glória!
São campeões da memória
E a fanfarronice é que fica!

Daí a minha esperança
D’os ver perder de novo!
Pois noto nisso o seu logro
Querendo com tanta ânsia!

E nestas pequenas conquistas
Sobre o seu eterno rival
Largam a festa, o arraial!
E alargam-se nas suas vistas!

São campeões d’inverno!
Título não oficial…
Não o contabilizem, por tal
Qu’o pecúlio ainda é pequeno!

Pois, muita água vai correr
Na força desses estreitos
Que lá pr’a Maio, os leitos
Se vão por certo, encher!

E vendidas essas searas
Pelo preço das cláusulas!?
Daí virão as causas
Par’as próximas enxurradas!

E depois vistas à mingua
O valor das sementeiras
Vão justificar-se das eiras
Na sua pródiga má-lingua!

Pois já s’adivinhav’o lucro
Exponencial no pasquim!
Fazendo alarde e festim!
Por tal negócio chorudo!

Afinal vai por metade
A pérola do vale da Luz!
O qu’a sementeira produz
Não val’a finalidade!

E s’e depois lá pr’a primavera
Recolherem o habitual
Não venham falar-nos mal
Do tempo qu’era uma quimera!

Ai, se não fossem vendidos…
O Matic e o Daviz Luiz!
O Witsel e o Ramirez!
Quantos campeonatos perdidos!

É o jeito de contabilizar
O que se vende, não o que s’investe
E nisso o qu’o passivo cresce!!!
No “campeão” que tarda em chegar!

Por isso que ganhem esse ceptro
E façam essa festa antecipada!
Que lá pr’a trigésima jornada
O governo aprovará novo decreto:

Qu’os jogos acabem aos noventa
E o campeonato à primeira volta!
O campeão, no inverno s’ostenta!
Proibindo-se a reviravolta!?

Soares "Eusébio" Dias

A religião do povo

Segundo o Papa Francisco
O inferno já não é um dado!
O pecado, ali mora ao lado!
E ninguém tem a ver com isso!

Já s’admitem outras tendências
Sexuais e d´outras parecenças
Não há quais reticências…
É uma nova igreja em crenças!

O Mundo está em transformação
Já ninguém arde no inferno!
O castigo já não é eterno!
Uma nova idade da razão?

Mas nem tod’o mundo evolui
Há uma aldeia irredutível!
À beira-Tejo, o desnível
Mantém-se no rio que não flui!

Tudo permanece parado, intacto!
Desd’os tempos dos romanos
Quando invadidos, lutámos!
P’lo nosso reino transacto!

Nós lusitanos sem governo
A quem a civilização moldava
Na pax romana, teimava
Apontar ao seu desgoverno!

E avançando no tempo
Por uma doutrina cristã
Aos mouros sacámos terra-chã!
Para se construir o templo!

E nessa doutrina dogmática
Unificámos novo país
Portugueses, ao que se diz
Evoluindo na sua prática!

E depois de longa Monarquia
Enraizada em oito séculos
Republicanos de novos métodos
Tomaram o país que se queria!

E tornado o Estado laico
Quase anti-clerical!
O método do Marquês de Pombal
Revela-se caótico e arcaico!

O povo precisa da fé!
Uns ícones a quem professar
E nessa República, orar…
Era coisa menos do que é!

Por isso o Estado Novo
Fazendo o papel da República
Assume a coisa pública
E cria a religião do povo!

Os três efes vêm substituir
O velho símbolo real
Cristo, tem concorrência igual
E Fátima pode então, surgir!

E como nem só de religião
Vive o santo povo ignaro
Há que edificar o amparo
Na voz que sai da multidão!

E o fado elege-se canção
Nacional, vindo de Lisboa!
Ah, mas que musica tão boa
Que s’ouve perto do panteão!

A Graça até está ali ao lado
E tudo cai no mesmo encanto
Quando eis, que não o espanto!
O Eusébio marca e levant’o estádio!

E tudo se conjuga em milagre
Na pátria do obscurantismo
O último bastião do colonialismo!
Propaga-se em maior vaidade!

E usa um mestiço no feito
Mundial, nos anos sessenta!
O benfica, a selecção ostenta!
O símbolo qu’então traz ao peito!

As quinas, têm-se lá alto!
O terceiro lugar no mundial!
O benfica europeu, natural!
O regime vive sem sobressalto!

E ainda qu’a guerra assole
Este pequeno país de curtas vistas
Mantêm-se nessas conquistas
À espera qu’o tempo melhore!

E os símbolos lá se perpetuam
No burgo, sem os exportar!
O ouro teima em ficar
Nas reservas que se acumulam!

Por isso a Amália era nossa
E o Eusébio era intransferível
A Irmão Lúcia que de tão crível
Mantinha-se em silêncio à força!

E caído o terceiro segredo
O mundo permanece igual!
Parado continua Portugal
Na política qu’é o seu degredo!

E saídos da “revolução”
Dos cravos tomados por armas!
Somamos então novas “reformas”
E o país soma nova razão?

Não, há apenas um abano
E voltamos à estaca zero!
E tudo somado ao Euro
Nos deixa limpos até ao tutano!

Só há uma coisa que muda
Neste universo regional
Um clube, assume-se mundial!
E então é um Deus nos acuda!!!

As estruturas mostram-se incrédulas
Não é possível fugir ao destino!
Como pode o clube tão pequenino
Ganhar muito mais que elas?!

É a derrocada do regime
Que nessa pequena viragem
Continua em libertinagem
Apesar d’orçamento firme!

E aproveitando a ocasião
Da morte do último dos santos
Se lembra de cantar novos salmos
Pr’o povo saber do panteão!

É que o significado é solene
Não é o “toma lá dá cá”!
“O Eusébio ao panteão, já!”
É escrito em terminologia fúnebre!

E é um resuscitar dos mitos!
O país não perdeu identidade
Portugal vive na posterioridade!
Do nosso Senhor dos aflitos!

E eis que chegad’os ao jogo
Tudo serve par’as exéquias!
Nessas eternas prosopopéias
Desta religião do povo!

  • O autor insiste em reafirmar que respeita todos os princípios e práticas religiosas, mas há limites para a crença nas velhas práticas, pensa o mesmo de que…Obrigado!
Aleluia!

Aleluia!