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Trova do esquecimento…

Uma vergonha, este Porto!
Nascido um nado-morto!
Sem espírito, sem sorte…
Tão desgarrado na morte!

Três anos de mau futebol
Onde só a vitória disfarça
O que outrora, na raça
Vencíamos de sol a sol!

E hoje, aburguesados
Limitamo-nos a vencer…
E lá por fora a perder
Os troféus endinheirados!

E o prestígio que se vai
Aos olhos dos tubarões?
E se vendemos, milhões?!
Neste jogo que nos trai?

Uma selecção forçada
De jogadores do plantel
Onde só o jogo a tropel
Evolui a cada jornada!?

E a escolha do gestor
Dum plantel tão caro?
Era assim caso tão raro
Escolher um treinador?

Batemos no fundo da escala
Desd’os tempos do Quinito!?
Eis aqui este meu grito:
O treinador não embala!?

Tem um discurso modesto
Uma linguagem soturna
E nessa imagem imatura
Põe-se a jeito quanto ao resto

Não revela autoridade
Nem um discurso seguro
O jogo é triste, e auguro
Uma época “d’igualdade”!

Ond’os viscondes embalam
P’lo inesperado!
Um presente envenenado
Que campeões, não se calam!?

E como isto é possível?
Cansámo-nos de ganhar?
E no futebol, bem jogar
É pedir muito, por incrível?

E s’até o Áustria de Viena
Dá quatro no Zénite?
E somos nós da élite?
Que clube é este em cena?

E podendo vencer
Passando à próxima fase
Eis, o triste desenlace
Da réstia do nosso poder….

E um clube goleado
Passar com apenas seis
E outro com dez, sem anéis
Sentir-se quase laureado!

E sendo cabeça de série
Nem esse desiderato obtermos
Na Liga Europa perdermos
Será bem o que se quer!

E o que esperar do futuro?
Uma revolução?
O Paulo como Napoleão?
O exército caído de maduro?…

General?

General?

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