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Monthly Archives: Dezembro 2013

O sistema

O jornal dos Calimeros
Traz a notícia d’arromba!
É o sistema, a sombra…
Qu’os impede por primeiros!

É uma máquina fechada
Cavernosa e corrupta!
Que não lhe permite a disputa
Numa arbitragem comprada!

E s’atentarmos nos jogos
Já disputados então
Verificamos a razão
Pr’a sentirem culposos!

Pois d’ajudas como estas
Só nos tempos do Jardel
De penaltis a tropel…
E campeões por arestas!

Há pois razões pr’a chorar
Nessas páginas de verdasco
O Bruno quer mais tabasco!
Pr’o seu bifinho mascar!

E na inventona dos árbitros
Solta o alarde da unha
No jeito à Dias da Cunha…
Que não se perdem os hábitos!

Por isso há que chorar
C’uma semana de luto!
Contr’o sistema corrupto
Com fumos de preto a’dornar!

Que bela peça artística
Nesse jornal dos leões!
Escrevem tão bem prelecções
E são mestres em estatística!

Veja-se a razão dos factos
Nos golos em fora-de-jogo
Ou os penaltis do Rojo…
Que não se mencionam nos dados!?

Só falta virem clamar
Contra as regras do jogo
Que não é falta o estorvo
E qu’a mão se possa apoiar!

E continuando a chorar
Pela falta do Solimão
Sentem-se de plena razão
E disso se querem vingar!

No jogo que vem a seguir
Criando o clima perfeito
Pr’o árbitro fazer o jeito…
O Porto ficar como há-de ir!

Mas pode ser qu’o choro
Lhes traga outro sistema
Um Porto que não tem pena
E os traça sem decoro!

E depois da Taça da Liga
Ainda contem pr’o campeonato
Por mais um tempo, um hiato…
Enquanto o sistema des-liga!

Shutdown...

Shutdown…

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Sozinho em casa

Depois desta época especial
Do milagre do nascimento
Apronta-se outro momento
Na Liga do Pai Natal!

Uma disputa em clássico
Joga-se pr’a essa taça
Qu’a este período dá graça
A esta Liga do Jurássico!

Que é coisa nunca vista
A não ser noutras eras
Ond’as verdes quimeras
Tinham propósitos de conquista!

E hoje com’uma prenda
Oferecida por Santa Claus
Têm-se os gatos por maus
E em leões por encomenda!

E vão afinando o rugir
Pra vencer esta taça!
Querem do Porto, a caça
Par’o ano que há-de vir!

Pois festejaram à grande
Não o primeiro, o terceiro!
O lugar mais corriqueiro
Para o seu final de ano!

E por isso pedem vingança
Sobr’o jogo do Dragão
Levaram três de ração
Pr’a adornar a sua pança!

E o Manha ainda exulta
Por essa cruzada leonina
No Rascord por lá afirma
Qu’o Bruno ainda está na luta!

Ho!Ho!Ho!Ho! Ri o Santo
Por essas cartas de desejo
Do Manha, este festejo
É uma prenda e tanto!?

Que luta contr’os rufiões
Mas está sozinho em casa!
O que nesse filme se passa
É um “remake” dos leões!!

E fala desses que vivem
Na sombra dos seus sucessos
Como se fossem travessos, e
Não merecendo que singrem!

E apoia o menino Carvalho
Como s’este fosse o Kevin!
Pois o menino Kelvin…
É um tremendo pirralho!

Que lh’arrebatou o pio
No tempo de descontos
Deixand’o Manha, sem contos…
Que não nos contasse, em fastio!

Por isso é reviver
Este filme todos os anos
O Manha contr’os “sopranos”
No seu filme d’entreter!

Sempre o mesmo Filme!?

Sempre o mesmo Filme!?

O Natal do Joker

Pai Natal, foi um ano perfeito!
Ganhar daquela forma
Tem outro peso, conforma
Todo e qualquer sujeito!

Não creio restarem dúvidas
Sobre o nosso pan-portismo!
Onde todo este meu lirismo
Tem meras pretensões lúdicas!

E apesar daquele “anónimo”
Não gostar das minhas piadas
Sei-o Batman, por pseudónimo!
E sinto-lhe as asas/unhas cortadas!

É uma águia escondida
Ou um leão acossado
E vinga-se a cada partida
Não no jogo, no letrado!

E por entender de poesia
É refinado no gosto!
Lê quadras pr’a seu desgosto!
O tema dá-lhe malvasia!

Mas pode continuar a ler
Qu’o tema é inspirador
E nesse espaço pode escrever
Por onde lhe for maior a dor!

S’a mesma vier do cotovelo
Pode atacar de soslaio
E nos comentários vou lê-lo
Até esse findar de Maio!

Pois conto lá festejar o tetra
Como desejo deste Natal
E a poesia se fará à letra
D’acordo com o meu ideal!

Pois não peço licença
Pr’a escrever o que me suscita
Sou o Joker, sem outra referência
E o Porto é a minha musa da escrita!

E conto por bem festejar
Mais um campeonato nacional!
E mais não posso desejar…
Qu’outra prenda de Natal:

O Valdemar a comentar
Esse jogo decisivo…
E ver a sua cabeça a inchar
A cada golo sofrido!

E ter a seu lado o Conduto
A comentar na benfica Tv
E com uma careta de luto
Vergar-se aquilo que se vê!

Não sou, nisto, muito exigente
Um pouco como a minha poesia
E só quero uma quadra coerente:
A do Natal com ALEGRIA!

FELIZ NATAL!

WHY SO SERIOUS?

WHY SO SERIOUS?

O Natal Mouro

Estava o “leão” em primeiro
Quando, eis que cheg’o Natal!
Ia de mota, matreiro…
Mas espalhou-se na nacional!

Pois queria qu’o Natal
Fosse festa do Islão
E nisso a festa ideal
Tinha a mão de Solimão!

Uma mãozinha marota
Que se usa pelas costas
É a mais pura batota…
Perdendo vê lá se gostas!?

E não contente c’o feito
Lá s’insurgiu no relvado!
“Ó Mota, foste comprado!”
Diz o “leão” de peito-feito!

E caminha pr’a outra sala
Pr’a continuar a refrega
À conferência s’entrega…
É o “Delegado” que fala:

“Queria “parabenizar”
Os outros dois presidentes
Qu’aqui nos vieram roubar
Pontos que nos são “indiferentes”!

Pois sabemos bem, (que)
Não contamos pr’o Totobola
E não interessa a ninguém
S’o Sporting até descola!

Nós só queríamos ser
Os líderes neste Natal!
E nessa prenda, crescer
Como uma criança normal!”

E neste discurso “cortês”
Reclama da “violência”
O qu’em Manel Machadês
Significa: incompetência!

E chor’o lugar perdido
No infantário d’Alvalade
Tanto menino sofrido…
Tanta infantilidade:

Chor’o “leão” Presidente
Chor’o “leão”  Delegado
Chor’o Jardim, “coerente”:
“O árbitro foi o culpado!

Buá, foi-se o primeiro!
E o Natal já não é verde!?”
E tem-se o “leão” costumeiro
Nesse lugar que lhe serve!

O terceiro é garantido
Como prenda natalícia!
Só por ser um bem-nascido:
Um Visconde sem malícia!

E se o terceiro aí vingar
O Visconde ganh’ó título!
E a nobreza vai ganhar
Um Conde de triciclo!

Pois a voz grossa entoa
A imponência e tamanho!
O Bruno, é que não s’assoa…
E solt’a baba e o ranho!

Ainda é um fedelho
Que não contém o choro!
Queria ser o primeiro…
E ter um Natal…mouro!

Alah u' Akbar!

Alah u’ Akbar!

Já nasceu o “Salvador”?

Mais um Natal com Jesus
Não é ele o salvador?
Que outro santo melhor
Para o nosso altar da luz?

Mais uma missa do galo
Rezada na consoada…
E títulos d’empreitada?
Túneis…Sabem do que falo?

Um milagre renovado
Em cada época natalícia
Pois qu’aí cheg’a notícia:
4 milhões, e de saldo!

Um santo milagreiro
Faz da água, o vinho
Sem ajuda do Vilarinho!
E multiplica o dinheiro!

É Natal sobre esta terra
Que campeonatos não vê
Mas é uma crença que se lê
Nesses “escritos” do Guerra!

E o menino vai nascer
Pr’a salvar a humanidade
Que na sua bestialidade
O vai ver de novo, perder…

Um ciclo que não acaba
Entre morte e nascimento
Sem qu’aprendamos qu’o tempo
É um dado que não s’apaga!

E por mal qu’o afloremos
Vemos crescer o passivo!
Sem que o futuro activo
Se multiplique, ao menos!

Pois a fé vai aumentando
Na difusão da mensagem
Que na TV, a percentagem
Já suplantou um outro tanto!

40 milhões ao ano!
Diz o Administrador-Delegado!
Isto nem ao Diabo
O lembraria, sacro-santo!?

Uma fé que não tem fim
Mesma na Liga dos Campeões
Jogada em casa dos lampiões!?
Era a promessa, enfim…

Não para ser ganha
Só pr’a jogar a final!
Celebrando este Natal
C’o os postais do Manha!

Pois a fé não se discute
É coisa do coração
E sabemos qu’a do lampião
É a estrela do azimute!

Qu’a anuncia o nosso Senhor
O nosso menino Jesus
Que na manjedoura, reluz
Da humanidade, o melhor!

Por isso é tão bem pago
Só para vir a jogo perder
E à humanidade benzer
No seu cíclico presságio…

* O autor respeita todas as convicções religiosas, nomeadamente a cristã e a sua festa natalícia, sendo que brinca com o nome Jesus, por razões meramente “futeboleiras”. Obrigado!

O "Natal" é quando o Manha quer!

O “Natal” é quando o Manha quer!

O Natal verde…

Pai Natal, por este ano
Quer’o campeonato!
Mesmo sendo novato…
Sou Visconde de pleno!

Mas ainda sou um menino
Apesar da voz forte!
E queria do Polo Norte
Uma prenda de casino!

Pois o sporting campeão
Só nas prendas especiais
Dos fenómenos para-normais
Que te peço em mão!

Pois sei qu’o Natal
É um momento da época
Onde já estamos na seca
E este ano ainda é Natal!!!

Por isso, São Nicolau
Traz-me lá esse embrulho!
De campeão, que orgulho!
Qu’eu anunciei no sarau!

Da entrega dos prémios
Aos pequenos Stromps
Que por anões são onze
Vitoriando-nos por sérios!

Que somos tão distintos
Os únicos impolutos
E exigimos usufrutos
Dos títulos desses Pintos!

Por isso, Pai Natal
É nosso por direito
Uma prenda de jeito:
O título Nacional!

Nada menos que isso!
Já que se foi a Taça
Perdida em desgraça
Sem darmos conta disso!

E se fomos roubados
Sem nada estrebuchar
É porque o nosso estar
Não liga a trocados…

Por isso, vem depressa!
Qu’o Natal está a chegar
E c’o Nacional a jogar…
Ficamos sem remessa!

Pois sermos campeões
É título de Boas-Festas!
Só pr’a limar as arestas
Dos nossos futuros anões!…

E se não for o título
Que seja um leão!!!
De peluche, então!?
Senão, eu solto um grito!

Miau!…(Voz Grossa)

Ho! Ho!Ho!Ho!Ho!Ho!

Ho!Ho!Ho!Ho!Ho!Ho!Ho!…

Um Conto de Natal

Acordei hoje do pesadelo
Do fantasma do passado
Fui p’lo Vítor visitado….
No meu percurso paralelo!

E o medo que senti
Nessa visita ao outrora
Onde chorei a demora
No jogo que mal vivi!

Salvo então pelo gongo!
Em desespero de causa
O ceptro perdido em casa…
O kelvin marcando com estrondo!

E quase rouco no grito
Fui de regresso ao presente
E o Paulo ali à frente!?
O novo fantasma-aflito!

Que me conduziu na viagem
Aos jogos do desespero…
Da champions-league, o enterro!
O arrependimento sem margem…

E quando já chorava a morte
Da minha vida desportiva…
Vejo chegar de seguida…
O fantasma da boa-sorte!

Era o fantasma do futuro
Vindo da equipa B!
Um espectro que mal se vê
Projecta-me um novo auguro!

E vejo outras possibilidades
Nessa viagem à frente
Voando alegremente…
Vejo Turim e mais cidades!

E outro Natal já desejo
Nesta virada do ano
O meu presente insano
É ser campeão sobr’o Tejo!

E vestindo de azul-e-branco
Já voo sobr’a cidade
Sou campeão, é verdade!
E o Paulo é o novo Santo!

O fantasma do presente
Virou um santo no sonho!
Depois do medo medonho
Tornou-me de novo crente!

E acordo deste “pesadelo”
Refeito um homem-novo
O Porto voltou ao povo!
E o Natal voltou a sê-lo!

Feliz Natal!

Feliz Natal!