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O hábito faz o monge

Confesso que m’esqueci
Desse tempo d’outrora
Ond’a vitória duradoura
Er’a tão simples por si…

Nesse Dragão ou nas Antas
Ganhar era natural
Numa cadência habitual
Qu’hoje m’estranho, às tantas!?

E empatar é um feito
Contr’o Austria de Viena!?
Depois da hipótese pequena…
Doutro resultado de jeito?

E apesar dessas “abébias”
Dadas pela Gazprom!
Er’o Austria , o bombom
Duma passagem com médias!?

Foste chumbado mais uma vez
E reprovado sem notas!
Um empate, duas derrotas…
Um ponto, no jogo três!?

E quando podíamos chegar
Por nossa decisão
A um jogo de galvanização!?
Acabamos a empatar!?

Sempre a táctica do “pirilau”
Quatro, três, três, sem extremos
C’o Licá, pr’a podermos
Cruzar c’uma perna-de-pau?

E o Josué como ala!?
O Alexandro como interior
Que sendo o maior armador
É essa pobreza que rala!?

É certo que não temos sorte
Mas tudo é feito em esforço
C’o uma táctica do alvoroço
Ond’o golo é coisa torpe?

Se nem um grande craque
Consegue ter bolas úteis
Porquê tantas corridas inúteis
Nessa espécie d’ataque?

É certo que desaprendemos
A montar a estratégia
Numa equipa alérgica
À solidariedade dos membros

Onde o bloco não existe
E cada corpo é estanque
Os médios sem arranque
E uma defesa de kitsh?

Uma correria infernal
Desse Fernando no meio
Onde o seu grande esteio
Joga fora de Portugal?

A maçã faz muita falta
O pêndulo do nosso jogo
Da ligação, do arrojo
Da conjunção desta malta!?

Qu’agora vestem de azul e branco
Sem envergarem a camisola
Ond’o Lucho jog’a bola
Mas num desgaste sacro-santo!?

E o nosso homem do leme
Nesse discurso bacoco
Tem-se por poeta ou louco?
Nesse seu lugar que já treme!?

Não tenho soluções
Como adepto da bola (mas)
Imaginam o que me desconsola
Ver este futebol aos repelões!?

Não sei s’o Paulo vai ter tempo
De galvanizar outra equipa
Mas esta época está perdida
Na escolha do jovem “portento”

S’até sonho c’o Vitó!
Qu’ao menos havia harmonia
Que nessa posse se sentia
Sem golos, mas c’o rocócó!

Hoje não temos nada
Nem futebol, nem resultados
Nem golos, nem rendilhados!
Só uma equipa “estoirada”!

A culpa não é do Fonseca
Mas sim dessa aposta por alto
Onde vencer é um hábito
E qualquer um vence, de letra!

Hoj’o Dragão estava às moscas
E os assobios foram transversais
Não há mais desculpas, ou sais…
Ou vences, fazendo orelhas moucas!!

Falta d'hábito!

Falta d’hábito!

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