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O melhor do mundo

Qu’estranha indignação
Que se vive no país
Porque aquela opinião
Lá visou o seu petiz!

O sacana da FIFA
Gosta mais do “bom rapaz”
E isto é uma injustiça
Que mau agouro nos traz!

E “injustiçado” o Ronaldo
Por lhe chamar “Comandante”
Aí s’entornou o caldo…
O epíteto não é o bastante!

E esse estilo autoritário
Qu’ele coloca no jogo
Não foi como corolário
Mas como se fora um logro!

E o homem da Federação
Querendo fazer humor
Toma-se em perdição
Qu’o destituam, traidor!

Não vê qu’o melhor
É o Ronaldo, sôr Blatter?
No Mundial fará furor
Se passar-mos a Suécia!

O Messi só joga bem
Porque é do Barcelona!
O Real está aquém…
Parece o Hellas Verona!

Além de que é baixinho
Pequeno e devedor
Ao fisco deve cadinho
E não paga ao seu credor!

E não arranj’o cabelo
Em cortes renovados
E um jogador, para sê-lo
Precisa de bons penteados!

Só sabe jogar à bola
Nem pr’a socielite serve
Ao cinzentismo se cola
Quem só joga o que deve!

Por isso pr’a ser o melhor
Do mundo e seus arredores
Há que manter o fulgor
No futebol e outros amores:

Umas Divas por amostra
Umas fatiotas d’estilista
Umas bombas, quem não gosta?
Uns anúncios c’oa crista!

Por isso, não humorizes
Sobr’o Ronaldo, soldado
É um estilo com raizes
Que neste país, é moldado

Que nos apontem defeitos
Ou evidenciam qualidades
Portugal, que nesses feitos
Descobriu outras verdades!

Não se habituando à fama
Ao seu génio ou trabalho
Se deslustra a quem o chama
Se não o melhor, um bandalho?

E nessa crítica sincera
Só vemos conspirações
Que c’o esta vida austera
Nos faz inventar petições!

Que o destituam, ao Suiço
Só por dizer a verdade
Portugal muito tem disso
Não gosta de sinceridade!

E s’ele gosta mais de um
Porque votaria noutro?
Pr’a agradar a nenhum
No confessionário oposto?

Um cinismo bem lavrado
Neste país tão pequeno
Ond’o Ronaldo é adulado
Com’o melhor, não o sendo!

É que há outro “pequeno”
Que tem tanto de grande
Qu’a força do seu talento
Não tem nada de pedante

E joga e faz jogar
Num colectivo sentido
Que se nota o seu brlhar
A léguas e sem alarido!

E isso magoa o orgulho
De quem se acha o maior
E met’o Blatter, ao barulho
Acusando-o de traidor!?

E quem dirige, não opina
Em prova d’imparcialidade
Que opinando, defina
A nossa maior qualidade?

O melhor está à vista
Fora dos jogos d’opinião
Que no Ronaldo s’invista
Contr’o Messi, em convicção

Está no seu pleno direito
Nos argumentos lavrados
Não o acuso de feito
C’o esses poderes conjurados!?

E não sou menos Português
Por preferir o Argentino!
No futebol ou no xadrez
Não se vence, só porque opino!?

E podem bater a continência
A esse General-de-Campo
Porque merece a reverência
Como jogador é um espanto!

Mas não é o Marechal
Essa patente tem dono!
Messi, da cidade condal
O melhor, sem “pro bono”!

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