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Cuspo

Então cuspiste, que querias?
Não ser suspenso, em sumário?
S’aos polícias tu batias…
Não vês que foste perdulário?

Pr’a próxima arreia, não cuspas!
Atira-te à autoridade!
Aos socos, agarrões, sem escusas!
Isso, sim, dá-te notoriedade!

Não cuspas, estás de azul e branco!
Se cuspires, traja outra cor
Não vês qu’esse cuspo causa espanto!?
De vermelho até parece suor!

Por isso a diferença s’aceita
Condenando um, absolvendo outro
Na luz, já não sobr’a receita
E o Porto tem de sobra, o ouro!

E a Justiça tem que ser eficaz
E tu és um bandido à solta!
Se jogas nas quinas, rapaz
É por redundância e sobra!

Tens que ser condenado
Rápida e eficazmente!
Um exemplo deste campeonato
A fazer lembrar o antigamente!

E não te queixes da igualdade
Olha que Jesus é profeta!
Como condenar a deidade
Neste campeonato de letra?

A Justiça de Deus é divina
E pode fazê-la c’as próprias mãos
Os exemplos vindos de cima
Comprovam a igualdade, irmãos!

E se noutros assuntos reincide
Sempre se salva, imaculado
Jesus da justiça prescinde
Que no precedente, está julgado!

O Cuspo é coisa de nojo!
Um crime de lesa-majestade!
Querias cometer tal arrojo
E seres julgado, mais tarde?

Lá pr’o verão, também querias?
O que no teu crime, é adiamento!
Pleitear por essas vias…
É razão maior pr’o agravamento!!!

Suor bocal

Suor bocal

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