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Monthly Archives: Outubro 2013

Dez anos

Há dez anos, tu chegavas
Do negócio dos camiões
Um arauto das chapadas
Em Boa-Hora, as condenações…

Mas chegavas altaneiro
C’o esse projecto grandioso
O Alverca, reposteiro…
Do teu estilo criterioso!

E trazias o Mantorras!
Essa alegria do povo!
O Eusébio sem as rótulas…
E um estádio todo novo!

E o centro de estágio?
A política do betão!
A promessa desse plágio:
O benfica campeão!

E os 300 mil sócios?
A renúncia, a demissão?
A Tv, o centro de negócios!?
E o benfica, campeão?

Ah, a final europeia…
Não dos campeões, da Europa
Vale como promessa já meia?
Mesmo sabendo a derrota?

Dez anos desse projecto
Qu’o passivo lava a vista!
Quando s’apresent’o prospecto
Pr’a novo empréstimo obrigacionista?

São apenas, mais de cem milhões
Coisa pouca, somos grandes!
Queriam um clube de multidões
C’o passivo como antes?

Não, vamos ainda ser maiores
Maiores qu’o Real Madrid!
Mais dez anos, detractores!
E verão que não menti!

Estou mesmo quase a chegar
Só me falta um Danoninho
Um dia ainda vou ganhar
Ou não me chame Vilarinho!

Hum!?…Hum!?..Hum!?…

LFV

A nobre arte de perder

Nessa entrada de leão
De semblante Ninjutsu
Um rosto tapado, cru
Corre ‘alameda do Dragão!

E espera hostilidades
De peito feito, furtivo
Um leão de alto crivo
Pródigo em “cordialidades”

E chegado ao Dragão
Trajado de negritude
Uma vítima, quem acude!?
Emboscado sem razão!

Uma centena, ceifada
De belos rapazes do coro
Que juntos, luziam ouro
Corridos, pois, à pedrada!

Por esses aldeões, malévolos
Que grotescos, mentecaptos
Fizeram do grupo, farrapos
Que nisto fugiam, incrédulos!

Rapazes bons da cidade
Não fazem mal a uma mosca
Gente da claque, s’aposta
Em sua plena mocidade!

Qu’o diga o bom do Manha
Nesse Jornal de respeito
Da Cofina, sem despeito!
Era do Macaco, a façanha!

E julgados no pasquim
Por esses actos condenados
Os Super-Dragões recordados
Nessa vergonha…Enfim!?

A cabeça, como incha!?
E não é só o lampião!
Desta vez até o leão
Tem uma cabeça que pincha!

Queriam batatas, vencer!
Ir ao Dragão, pr’a ganhar!
O Manha queria lucrar…
Pr’a essa capa vender!

Mas outra capa saiu
A do comunicado chorão
C’o ataque ao leão
C’o Calimero carpiu:

Qu’eles não sabem ganhar!
Serão sempre pequenos!
E as nossas tarjas, perdemos!?
Só nos apetece chorar!

E o balneário vazio!?
Sem televisões, gravadores?
Só com cadeiras, sem estores!?
E o ambiente…tão frio!?

E a recepção à chegada?
O Bruno só, sem comendas?
Sem hostilidades, ou prendas?
Perdendo’o jogo, que maçada!?

Somos Viscondes, citadinos!
Vós sóis provincianos!
Aldeões, “matarruanos”!
Que tanto vencem, pequeninos!…

Mas a grandeza é de leva
Não de vencer, por costume
Pois que perdendo, s’assume
Esta nobreza da gleba!

Dos tempos da outra Senhora
Que por decreto e por arte
O nosso símbolo, estandarte
Vencia a rodos, outrora…

C’o a música, com violinos
Engrandecidos, correctos
Sobr’os saloios, insurrectos
Qu’aí já eram pequeninos…

E depois, esta estranha liberdade
Com novos conceitos, lições
Esse acesso às multidões
A vitória como possibilidade?

Esta estranha democracia
Em qu’os pequenos já vencem
Qu’os aldeões, nos convencem
Que fomos grandes, um dia?…

E que pequenos, conquistem!?
Ganhando muito, sem mais
Sem estilo ou arte, boçais…
E mais vencendo, resistem!?

E nós leões, estes Reis!
Viscondes, Marqueses, Duques!
Tod’a a panóplia, Arquiduques!
Perdendo em grande… Cruéis!

le_o_com_tranquilidade

Comédia Grega

Que grande venda!
Uma bela oferenda!
Tinha razão, o presidente!
Mais um ponto, à tangente!
Graças ao “grego”!
Que belo emprego!

Continua a somar
Ainda se vai pagar!
Seis milhões e meio!
E do Saragoça, veio!
Foi bem vendido
E melhor oferecido!

Ao Olympiakos!
Por negócios transactos!
Continuo a’carditar
Qu’ainda vai mostrar
Tod’o seu valor
Que guardião, Senhor!?

E a sair dos postes?
É pois bem que gostes!
Mais um pontinho!
Ganho pelo Roberto, limpinho!
Via-me Grego!
Ia pr’o desemprego!

Com quatro milhões!
E sem mais soluções!
Mas a’posta do Roberto
Veio no momento certo!
Vamos à final!
C’o este vendaval?

O tempo vai melhorar
Ainda o vamos resgatar
Ao Atlético de Madrid?
Por troca c’o Pizzi!?
Não, apenas por meio
O Roberto é um esteio!!!

vi

A derrota

Estava mesm’adivinhar
Uma malapata qualquer
Esta derrota no ar…
Qu’o jogo nem quis ver!

Como uma sentença
Escrita pr’a espevitar
Tenho por certa, esta crença
Qu’o Porto não vai baquear!

É uma prova d’esforço
É uma prova d’infortúnio
Perdendo, o nosso reforço
Se espevita no caminho!

E sem margem de manobra
Outro gongo soará!
O qu’edificar como obra
Que nesse trajecto virá?

Este filme já revi
Outras vezes, por ocasião
Tenho a certeza, vivi
De perto esta sensação!

E o caminho é correcto
No acidente de percurso
No caminhar bem erecto
Está a derrota, por uso!

Por isso é levantar
Bem alto essa cabeça
Perdendo, se pode ganhar
Uma equipa coesa!

E por dez bravos em campo
Perdemos, por fatalidade…
Outro futuro decanto
Nesta prova, por verdade!

Ganhámos, mesmo perdendo
Uma equipa, estou certo
O futuro será em crescendo
Nesta travessia do deserto!

E é preciso apoiar
Uma equipa em construção
O nosso destino é ganhar
E o próximo por maior razão!

comemoracao_zenit_siteoficial

Tranquilidade

Com muita tranquilidade
Lá nos calhou a Suécia
Não foi a Islândia, é verdade
E aquela não é a Grécia!

É dum futebol cinzento
Vindo das terras a norte…
Louros de cabelos ao vento
Vikings, que raio de sorte!

Têm o sérvio Ibrahimovic
A fazer de Hagan, o terrível
S’o benfica nos dess’o Mitrovic
Tínhamos uma defesa temível!

Assim, só c’o Pepe e o Neto
Não sei se seguramos a horda
O Paulo já tem novo projecto
Coloc’o Rolando na sobra…

E c´o Ronaldo de pleno
É certo que vamos vencer!
O treinador está sereno
O jogo nem vai ser a doer!

Temos viagem marcada
Pr’a terras de Vera Cruz!
C’o a Suécia na jogada
Vemos no túnel, a luz!

O nosso Paulo é brilhante!
Quis criar a expectativa
A Suécia, país distante
Não chega lá, por fadiga…

E o caminho é nosso
Descobrimo-lo por Cabral!
Navegando esse colosso
Ainda vencemos o mundial!

É tão certo o desenlace
Que já rezei à Srª de Caravaggio
Qu’a Suécia nos encalce
É improvável sortilégio!

E navegando à vista
Sem solavancos, ou pique
Na tranquilidade prevista
Saiu-nos o Ibrahimovic!

É o fado lusitano
Que nas tormentas cantemos
Esse Adamastor luterano
Não nos impede de vencermos!

O problema são as capitanias
Qu’ainda existem, por certo
Nessas terras tão bravias…
Que nos salve o encoberto!?

fp

Rugidos…

Golearam o Alba!?
Estes leões esfomeados
E não jogamos nada…
Vamos ser devorados?

Só confio no Patrício
Esse leão das quinas
Pr’aguentar o suplício
Nas mãos desses traquinas…

Eles andam esfaimados
E vão invadir a aldeia
Ai de nós, pobres coitados
Atacam em alcateia!

O macho ómega à frente
De peito aberto às balas
Se perdem, é indiferente…
Pois foi tudo uma cabala!

E se ficarem a cinco
Já fizeram o campeonato!
Bem jogaram, com afinco
Pr’o ano há novo acto!

Mas esfaimados como andam
Também as taças já contam!
O Alba, com oito espantam!
E no Jamor já amedrontam..

Bem sei qu’inda não é Natal
E o tempo frio já s’assoma
Mas c’o este leão tão brutal
Chegam à véspera, em coma!

O que já é um avanço
Tendo em cont’o arsenal
Nesse rugir, não é manso
Chega em quarto, ao carnaval!

E o Bruno, qu’é feroz
Já se preparara pr’o Dragão
O São Jorge temos nós!
Como vais vencer, c’o leão?

Não me faças rir, ó Bruno!?
Acalma a voz de bagaço
Cá t’esperamos c’o aprumo
Escusas d’estar com cagaço!

És homem da capital
Um líder de voz troante
És um leão, animal!
Tratamos-te c’um calmante…

Menos de três é derrota!
Tens esse desiderato…
Não te desculpes c’a batota
Se depois encheres o saco!?

Eu sei que é do teu ADN
Jogares com essa jactância
Se perderes, denomin’o gene
Classifica-o d’ignorância!

E mais uma semana a rugir
A arranharem os jornais
Lá vem o Bruno! A fugir!
Soltaram os bravos animais!

E a invasão já se concentra
Nessa ida à pequena aldeia
Tantos leões, que não s’aguenta!?
Parecem uma assembleia!

E rugem, rugem muito alto
Mesmo leões doutras cores
O de verde é a Contralto
E os de vermelho, os Tenores!

Estamos cheios de medo
Não conseguimos dormir
Hoje deitamo-nos mais cedo
Só para não vos ouvir!

Pois oito é muita fruta!
E frutos não é convosco
O Alba foi uma bela truta…
Domingo, comem entrecosto!

Venham, pois, pr’o banquete
E nem precisam de convite
Domingo, sobrará o croquete
Depois de comermos o Zénite!

E ainda que estejamos mal
E nisso a jogarmos pouco
O Dragão, gosta do animal
Que tenha um rugido rouco!

E aí se verá a limpeza
Alva, no gosto de quem recebe
Dois, serão de sobremesa
Só pr’o leão regressar mais leve…

Pr’a não falarem mal da recepção
Ainda se serve um Porto Vintage
Mas só no fim da refeição…
Pr’o não levaram como ultraje!

Venham de lá esses leões
Que nunca mais é Domingo!
Uma semana de ilusões…
Qu’esses pasquins vão rugindo!…

E ganhando ao distrital
C’o essa equipa de peso
Inchado, vem o animal
Só até Domingo…ileso!

aldeia

Play-Off

Era um grupo muito forte
Nessa disputa Mundial
Israel, Irlanda do Norte
No caminho de Portugal!

Por isso s’entende o play-off
Na Fortaleza Moscovita
O Luxemburgo é fracote
Mas o Azerbeijão, que equipa!?

E se temos o melhor
C’o medíocre compensamos
Este técnico é ganhador
Assim nós, lá cheguemos!

Só não queremos a França
Pelos interesses adjacentes
O Platini tudo alcança…
E os franceses ausentes?

Mas c’o a mestria do Paulo
Vai calhar-nos a Islândia!
É trigo-limpo, te falo!
Como ganhamos distância!

Neste sistema táctico
Não há mister que nos vença
Nem o Scolari, lunático…
Nos venceria em diferença!

Este Paulo tem futuro
E a Selecção Nacional!
O Brasil é Porto Seguro
Já o dizia Álvares Cabral!

Por isso podem contar
Com os patrícios na jogada
Irmãos, vamos ganhar!?
O Mundial d’argolada!

E se é pr’a fazer “zoiera”
Já bastam os que lá estão
C’o Patrício na capoeira
Quantos galos cantarão?

E se não tivermos sucesso
Futebolístico, por um dia…
Avançamos, por pretexto
Montando uma padaria!

E nisso faremos sucesso
Pois temos bela doçaria
A selecção é o inverso
Pois amarga, qu’arrepia!

Pr’a bombos-da-festa servimos
Bem trajados pr’o desfile
No Rio-de-janeiro, curtimos
No carnaval do Brasillllll!

paulinho