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Monthly Archives: Maio 2013

O simpático

 

Quer a maior simpatia
Pró seu maior infortúnio
Uma maior alquimia
Nessa forma de raciocínio

Pois o seu clube querido
Perde com’o contribuinte
Nesses descontos, sumido
Vive em penúria, o pedinte!

Por isso solta a piada
Fácil, por conveniência
É um derrotado, sem nada
Ri-se, na pré-conferência!

País de PIB em decréscimo
Pelas vitórias do “estrangeiro”
Só o Mexia viv’em acréscimo
Pois sabe chinês corriqueiro!

Claro que uma pobre cidade
Mesmo c’um clube tri-campeão
Não pode servir a irmandade
Que tem o benfica no coração!

É um simpático, o ministro
Envolve-nos no seu encanto
Deixou esse rosto sinistro
Por ser do benfica, o espanto!

Até já se ri das finanças
Chorando a graçola da perda
Ainda apagará as lembranças
Do dia que nos fez servos-da-gleba!

Pois tudo é em si perdoado
Desde que pertenças ao clube
É melhor trajar de encarnado
Pois não tens escutas no youtube!

E mesmo que lá as coloques
O Bigbrother as apagará
Uma imagem sem remoques
É o qu’o benfica dá!

E o monstro das bolachas
Logo virará um príncipe
Mais impostos ou outras taxas?
É pr’a isso que serv’o contribuinte!

E depois da governação
Logo s’encontra uma empresa
Há sempre uma administração
Pronta pr’a aumentar a despesa!

E digam lá se não é convidativo
Ser do benfica, ser-se popular?
Fica-se mais participativo
Lança-se graçolas no ar!

E até aquele ar cinzento
Aquela voz triste, arrastada
Ganha novo brio, alento
Pra lançar outra piada!?

E há sempre a garantia
De que nunca se vai de xadrez
Só no fim do mandato, um dia
Se pode emitir um, talvez!?

E na maior simpatia
Naquela risada geral
O país, como que por magia
Rejubila, PORTUGAL!!!

vitor-gaspar

 

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Para-ty, com amor…

 

Gosto muito de ti
Que até m’esqueço
Que vencer, paraty
Foi só o começo…

Declaro-me
Publicamente!
Separo-me
Do dirigente…

Neste amor
doentio…
A nota d’observador
Um brio!

A “cabeça” do Luisão
No gesto do campeonato!
Num encosto dessa mão
O amor consumado no acto!

E aquela expulsão no Bessa?
C’o Deco levado na torna
Julgado numa sentença
Pr’a aproveitar a retoma? (Olhó PIB!?)

E apitar o seu clube
Em jornadas consecutivas?
Naquelas escutas do youtube
Não aparecem sugeridas?

Ah, pois era o escolhido
Para a meia-final
Da Taça, o sugerido
Do clube da capital!

Até as notas elevaram
Pr’a não o deixarem cair
Na segunda, não deixaram!
O Paraty era pra servir!

Aí não houve indícios
Daquele crime dourado
Do Porto, sobram artifícios
Neste Paraty, lembrado!?

São os piores lampiões
Aqueles vindos da Invicta
Que só podem ter razões
Pr’alimentar a Vindicta!?

E lá estava ele no palco
Nacional, trajado
Queria ver o mesmo saldo
Num outro resultado!?

Por isso lá invectivou
O Jesus, nesse desenlace
A Tv lá o apanhou!
Apesar do seu disfarce!

O Bagulho é que não viu
Nas escolhas, o proveito
E à Morgado sugeriu
O João “pode ser”, escorreito!

Aquele é que ia apitar
Não o já prometido
Nesse paraty, findar
O campeonato sofrido!

Tudo rosas no processo
O Porto, o “el dorado”
E o paraty possesso
Trajado de encarnado?

O amor não é criminoso
Manifesta-se a descuido
Um árbitro tão cuidadoso
Apanhado e não instruído?

Ah, pois razões ponderadas
No processo arregimentado
Acusações não provadas?
Não é coisa da Morgado!?

E adeptos todos o são
Nessa paixão pela bola
Porquê esta acusação
S’o homem nem é d’Angola?

E o Paraty é careca
Não cabeludo à farta
Se fosse tomado da breca
Apitaria na cloaca?

Não, era apenas o prometido
Mas apenas por estima
Não fazendo qualquer sentido
Esta suspeição “pequenina”!…

Ama muito com amor
Tanto que solta o grito
Ó Jesus, vai-te estupor!
Grit’ó árbitro, no apito!

paraty

Fica, Jesus!

É um drama muito sério
O que se vive na cruz
A derrocada do Império
Na crucificação de Jesus?

Não lh’entendem as palavras
Ou os seus actos suicidas
Os ensinamentos, as cátedras
Que salvariam as suas vidas!?

Tudo depositaram no profeta
As suas esperanças perdidas
Deixando de rezar a Meca
Voltaram às igrejas caídas!

Renovando noutra fé
Esta mourama convertida
Conspurcando Maomé
Escolhem de nov’o homicida?

Optam pelo Barrabás!
Jesus que seja crucificado!
Do Porto ficou atrás!
Não há perdão, renovado!?

Isso foi noutras eras
Há anos, nos calabouços
Quando tudo era quimeras
C’o Juiz Costa, e outros moços!

Aí a “verdade” propagara-se
Apesar do templo “invadido”
Um campeão, declarara-se!
Nesse pântano transcorrido!

Agora, é o beijo de Judas
C’a mesma metodologia
Nestas verdades orelhudas
S’edifica a “Cientologia”!

Um misto de fé e ciência
Orientada para a Luz
Em contas d’opulência
Dessa igreja de capuz!

Escondida dos olhares
Indiscretos, circunspectos
Desdenhosos dos “milhares”
De mais-valias nos Robertos!

Desses grandes cabeçudos
Não do enorme guardião
Que calados, ficam mudos
A comer tanto melão!

Por isso Jesus, salva-te!
Desce, de novo, da cruz
Olha qu’o Paraty ama-te!
E só por ti se seduz!…

Fica, por isso, Jesus!
Salva as tuas ovelhas
Faz deste reino, a Luz
Qu’iluminará 0′relhas!

O império pár’em suspenso
Para ver este calvário
Rola choro, lágrimas, incenso
P’la perda desse salário!…

benfica_jesus2_portugal_porreiro

A maçã “podre”

Por vinte cinco milhões
Se vendeu a maçã “podre”
Ainda regateia’os “tostões”
O mal-agradecido e “pobre”!

Queria vender mais caro
No que foi um “mau negócio”!
Um presidente tão raro
Devia dedicar-se ao ócio!

Então se recebe os quinze
Milhões, que nunca iria ver
Na maçã “podre”, o acinte
Servi’o propósito d’o vender!

Se acham que foi em saldo
Vendessem por si essa fruta
Estava o caldo entornado
Vivendo na maior disputa!

Por isso ainda ironizam
Do preço, coisa pouca!
Não há negócios que sirvam
À malta que vive da sopa!

Que grandes negociadores!
O Wolf vendido por dez!
No Porto, são detractores
Qu’o Wolf só vendemos os pés!

E se a maçã foi mais cara
E não por nosso entreposto
Devíamos receber a “seara”
Da sua valorização e posto!

O Porto qu’o valorizou
Com títulos a triplicar
Por “baixo” preç’o comprou
Essa maçã que foi “dar”!

Bem sei que era podre
E mais, por força intragável
Não há destino mais torpe
Qu’um contrato irrecusável!…

 
Maçã podre

“Pelo peixe morre a boca” *

Estava o chiclas conferente
No seu “prognóstico” final
Descrevendo, tristemente
Porque não ganhara, afinal!

Estivera em tod’as decisões
Tomara-o pr’o ano no mesmo
Certo, não foram campeões
Mas agira com civismo!

Em homenagem “sincera”
De joelhos se prostrou
Reconhecendo a austera
Conquista do que lhe ganhou!

Quase tirada a saca-rolhas
Mas ainda assim de fininho
O chiclas nas suas escolhas
Queri’o campeonato “limpinho”!

Mas não morrera na praia
Os outros é que se afogaram
Conversa de agrado d’arraia
Miúda, por certo ganharam!

Não contam pr’o Totobola
Os outros que nada venceram!
O inchaço é coisa da tola
Por certo o melão, o comeram!

Pr’o ano é que vai ser d’arromba!
C’o chiclas a encher o baú
Dois anos, 8 milhões na sombra!
Campeonatos qu’é bom, nenhum!

Mas continuamos a “acarditar”
No “catedrático” do futebol
Equipas sempre a “melhorar”
Campeonatos num extenso rol!

Mas esteve em todas decisões!
Melhor que vencer campeonatos!
Há que enaltecer as sensações
De quem chora estes mandatos!

As prioridades é que era!
No início o ceptro nacional!
Depois? O que mais houvera!
O chiclas é o nosso maioral!

Mas há outro maior ainda
O grande presidente eleito
No mandato que não finda
Ainda há-de ganhar-lhe o jeito!

Nem que durem largos dias
E tenham bem mais de cem anos!
As nossas maiores alegrias
Virão na égide destes maganos!

Só faltam cinco pr’arrebatar
O ceptro do clube do regime
E um novo campeão aclamar
Na liberdade dum século insigne!

* Título dedicado a esse grande pensador da língua portuguesa, Luís Filipe Vieira.

Chiclas

A festa dos cabeçudos!

 

A festa dos cabeçudos
É uma festa popular
Um encanto pr’os miúdos
Que não param de saltar!

Em honra de Nossa Senhora
Seja d’agonia ou das dores
Ou da piedosa que mora
Na honra dos perdedores!

E ficam grandes, as cabeças
Que mais parecem melões
Se fossem cortados às peças
Nelas surgiriam garrafões!

Pois não se come o melão
Sem uma boa pinga de vinho
Nisto há um campeão!
É o bom do Vilarinho!

Uma festa de arromba
Que também se faz no Marquês
Mas tão somente na sombra
Dos que conquistam aos três!

Incha, incha mais a cabeça
Dos cabeçudos lampiões
É uma festa que começa
E acaba nos melões!

E o povo rejubila na praça
Nesse dia de Verão
Não há cabeçudo que faça
Do benfica campeão!

Por isso faça-se a romaria
Nessa praça vianense
A Senhora da Agonia
Aind’é de quem lhe pertence!

E se cabeçudos são
Não há como contestar
Nesta nova anunciação
Vai continuar a mona a inchar!

Venha de lá pois a Taça
Nova romaria ao Jamor
A Vitória está na raça
Não na águia ou no condor!

Força pois, ó Vitória
Faz-lhes inchar mais a cabeça
Dos cabeçudos, a Glória
Nos descontos, aconteça!…

 

cabeçudos

UEFA, 2003

Há dez anos em Sevilha
Nessa cidade Andaluza
Uma Taça qu’inda brilha
Nesta triste terra lusa!

A única do seu género
A existir neste canto
Ganha sem exagero
Em epopeia, espanto!

Uma vitória sublime
Com três obras d’arte
Um russo toque define
Um brasileiro destaque:

Derlei, o Ninja
Audaz, mortal
Com golpes, lincha
O Celta brutal!

Uma vitória
Tomada a ferros
Nesta memória
Os gritos, berros!

Uma experiência
Continuada
Em mais vivência
Noutra Jornada!

No ano seguinte
Os campeões
Da Europa, o requinte
Desses Dragões!

Ano memorável
Nesse campeonato
Só Lucílio, afável
Nos roubou no acto!

O caneco perdido
Naquela expulsão
No cartão a pedido
Ao grande Capitão!

Mas a UEFA é montra
Da real validade
Do qu’o burgo afronta
Em inveja e saudade!

Nesta data, a UEFA
Uma Taça única
Em dez anos se tropeça
Em conquistas à crónica!

Deco, Derlei, Alenitchev
Jorge Costa, Carvalho, Baía
Costiva, Capucho, Maniche
Valente, Ferreira, Costinha!

Um Mourinho por líder
Um caminho desbravado
Noutro festejo, sem nível
Havia de vencer, amuado…

 

Derlei