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O intestino Delgado

Vai do recto à cabeça
Este intestino Delgado
Um cheiro que não s’aguenta
Nesse canal encarnado

Pela segregação biliar
Ou no suco pancreático
O Delgado faz brilhar
O seu mijo mais fanático

É um escriba intestinal
Bilioso, sulfuroso, gasoso
Larga no grosso, no anal
Esta caga do glorioso

E na(s) Bola(s), a urina
Tem uma cor bem LIMPINHA
Pois se mija em qualquer esquina
Mesmo naquela Capelinha

Que branquinha, se manchou
Naquela vermelha mijeira
Algo, qu’o intestino largou
Como se fora uma asneira

Que não houvera intenção
Só se mijara sem querer
Não se contivera, n’acção
Dum intestino a perder

E nisto o intestino
Porque delgado, pequenino
Lava a urina e as fezes
Em surdina, nas suas redes

De má fornada, sem técnica
Um jogador sem olheiro
Um intestino de crónica
Um jornalista frangueiro

De tão vermelho, s’enrola
Na sua bílis nervosa
Larga no bolo, a Bola!
O excremento da sua prosa!

 
Delgado
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