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O último dos Moicanos

Um massacre , um vendaval
No assalto ao Arsenal
Mortos, feridos, assobiados
Uma tribo, sem aliados!

Investem, num suicídio (?)
Contra o poder Instituído,
Assaltando a fortaleza
Nessa maior incerteza

Por azar, nesse conflito
Aos postes, contr’o atrito!
Que neles resultam em reveses,
Onde noutros, oferendam os Deuses!

E mesmo quase derrotados
Nessa luta, extenuados
Da tribo insurge um guerreiro
Inverossímil, quase embusteiro

Que os leva à vitória da vida
Numa oportunidade esquecida,
Que coloca de novo em causa
Esse caminho da pausa

Há esperanças renovadas
Num menino desbravadas
Treme o poder, as hordas
Num ensandecer, calhordas

Estava declarada, a conquista do Oeste
Já se antevia a saga, lavrada nessa peste
Qu’a propaganda transmitia
Sob a forma de (má) poesia

Eram os caminhos de Jesus
Evangelizadores da cruz
Qu’avançavam nessa terras
Recebendo oferendas, às cegas

E só uma tribo se interpõe
Nessa conquista assegurada
De cabelos em altas cristas
Peles azuis e brancas, às riscas!

E basta um percalço d’infantaria
Basta que uma bombarda esguia
Um pequeno resvalar do galope
Para aquela tropa entrar em choque

E aí, no campo da montanha
Ond’a artilharia, estranha
Os bravos no seu bradar
Não os deixarão escapar

E quando tudo parecera perdido
Nessa guerra, um sucedido
Desencadeou outros caminhos arcanos
No grito do Último dos Moicanos!

Kelvin

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