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A vacaria

A vaca pasta no campo, passeia-se, roça nos postes
Come a relva, com encanto, vê o castelo sem hostes
Marra contr’a muralha, que veja-se, cai meia despida
É uma vaca malhada, de camisola encarnada vestida

E não há boi que lhe resista, é uma linda vaca com sorte
Mesmo esse belo artista, que na Tv proclamou – À morte!
Pois é bonito, encantador, um Adónis feito Teseu
Dela fez o seu amor, p’lo qu’a Mefistófoles, prometeu:

Se me fizeres campeão, e vencedor da Liga Europa
Eu que sou um bonitão, caso-me co’a bota da tropa!
O Diabo comprador, vendo aquela pele rosada
Achou nele um bom dador: uma linda alma penada!

E nisso lançou a vaca, por esse campo das galinhas
Para bem o encher de caca, no relvado e entrelinhas!
Uma espécie de voodoo, de feitiço, uma missa negra
Que usando um boneco postiço, o agita como regra

Está vestido de preto, mas usa também doutras cores
É um vermelho amuleto, escondido dos detractores
E quando a negra magia, não funciona quanto baste
Está lá a vaca da pontaria, a lamber a beiça no poste

E se isso é insuficiente, e há que enfeitiçar o defesa
Fazem-lo inconsciente, pr’a servir o Lima em beleza!
É uma vitória retumbante, c’o penalti caído do céu!
Até o Cagoso, deslumbrante, s’evidencia, o Camafeu!

Nova vitória do  Senhor, das alminhas, e do Colaço
E se não cheg’o andor, é com a vaca, ou no ameaço!

Pragal colaço

 

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