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O milhafre e o galo

Estava o milhafre de poleiro, quando, eis que canta o galo
Engalanando-se pr´ó acto, bem temperado e “robusto”
Era o rei do galinheiro, e nisso s’inchava em regalo
Um convidado inato, pr’aquele assado e magusto

E nem faltou a frangalhada, para animar o banquete
De conversas amigas, francas e de total irmandade
Uma célebre goleada, por isso exaltada em foguete
Em animadas cantigas, do sport lisboa e saudade

Alegorias d’animais de penas, de grão de bico na asa
Que no saber popular, nos mostram a torpeza humana
Onde simples cantilenas, indicam quem assa na brasa
E quem fica a degustar, a velha “amizade” mundana

Por isso o Gil cantou de galo, no meio do galinheiro
Ensombrando o dramaturgo, nos seus autos infernais
Vicente virou vassalo, a barca um cacilheiro
E nesta visita ao burgo, Barcelos foi aos distritais

É assim que eles gostam, de patas a noventa graus
Amizade duradoura, cultivada sem grande esforço
O milhafre reina no capoeira, o galo faz de Menelau
A grande aliança moura, na garantia dum novo reforço

E misturando as galinhas, junto com a frangalhada
Dá um belo churrasco, num manjar de campeões
Tudo está nas entrelinhas, nesta gloriosa jornada
O galito e o carrasco, dão uns senhores lampiões!

E se alguma coisa faltasse, neste convívio galliforme
Estava lá o Duarte, para melhor segurar no espeto
Uma amostragem de classe, no registo do conforme
Uma festa este embate! Diz o milhafre, circunspecto…

miulhafre

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