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A Arca do Moniz

O papagaio bateu à sola
O boi foi sacrificado
O Moniz já faz escola
No naufrágio encarnado!

Ele é o novo Noé
Constrói arca que se vê
Insiste em bater o pé
Ao poder da 
sporttv!

E sabe que não pode salvar
Todos os animais da selva
Por isso descarta pró mar
Animais que não comem relva!

O papagaio careca era só alpista
O milhafre vitória, a carne fraca
Comida de boi, pró pretenso jurista
Bíblica história, em naufraga barca!

A limpeza da terra, ordenada por Deus
Numa enxurrada azul, de águas libertas
Contidas na serra, em proveito dos seus
Varrendo o sul, assim que abertas!

Os animais palradores, guincharam o apocalipse
Papagaios de sobra, na nau que afundava
Eram os maiores! Uma casta de Elite!
Não acreditavam na obra, qu’o Papa avisava!

Corridas as águas, inundados os campos
Inventaram jornadas, em processos mundanos
Carpindo as mágoas, chorando desencantos
Recrutaram araras, pra assobiar pelos cantos!

E arca afundou, devagar, num torvelinho
Nem o Jesus os salvou, com zelo em excesso
Ao som da fanfarra, qu’emitiam do ninho
Revelando o desgosto do Gaitán, no sexo!?

Papagaios que cantam, voando borda fora
Bois que encantam, nas sua manjedouras
Um Moniz profeta, numa barca salvadora
Um pomba na terra, com orelhas voadoras!

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